segunda-feira, 27 de janeiro de 2020
MELHORES DISCOS DO SUPERTRAMP
SUPERTRAMP
Formado na Inglaterra, no ano de 1969 pelo pianista e vocalista Rick Davies, o Supertramp conquistou o mundo na década de 70 com um pop progressivo de alta qualidade (todo disco deles contém uma obra prima progressiva não pop) embalado por grandes clássicos que até hoje tocam nas rádios, e com uma das formações mais emblemáticas do mundo da música. Vejamos seus maiores quatro albuns na ordem de lançamento:
Crime of the Century (1974)
Para muitos fãs tradicionais, este é o melhor album da banda, mas na verdade, esse é apenas o quarto melhor disco da banda. Depois de um começo muito progressivo, com dois albuns anteriores sem sucessos evidentes, a partir daqui, os britânicos Supertramp encontram a fórmula do sucesso, e conseguem misturar sua linguagem progressiva com o pop, passando a ter a mais importante característica do grupo: a divisão dos vocais. Destaque para a leve “Asylum”, com a presença do piano elétrico em evidência, o jazz “Bloody Well Right”, Hodgson emociona através de “Hide in Your Shell”, tem “If Everyone Is Listening”, o clássico “School”, faixa que abre o disco de forma estonteante e brilhante mesmo, através de um riff de harmônica que talvez seja o mais conhecido desse instrumento, e que rapidamente tornou-se essencial em todos os shows da banda a partir de então. E deixou para a história musical o primeiro grande sucesso do grupo, “Dreamer” e a sensacional “Rudy”, que é a Obra Prima Progressiva não pop do álbum, com Davies fazendo misérias ao piano, Helliweel dando uma contribuição incrível com o saxofone, Hodgson estraçalhando com a guitarra e um duelo vocal Hodgson/Davies de tirar o fôlego.
Even in the Quietest Moments … (1977)
O album é todo bom, é o terceiro melhor da banda, um espetáculo de obra prima da Humanidade! Mas, por incrível que pareça, o ápice do LP vai para seu lado B, o melhor lado B de todos os tempos, começando por “Babaji”, emotiva canção cantada por Hodgson e com Helliwell marcando presença em seu solo de sax. Depois, temos “From Now On”, super balada comandada por Davies ao piano e voz, com um encerramento em crescendo fascinante, e o saxofone de Helliwell novamente sendo grande atração. Por fim, a melhor canção dos britânicos Supertramp, de todos os tempos, a mini-suíte “Fool’s Overture”, a obra prima progressiva não pop do disco, uma faixa espetacular, onde o quinteto faz valer sua criatividade de composição, entregando algo complexo, admirável, inesquecível e responsável por fazer com que muitos críticos e jornalistas classificassem a banda como progressiva, já que ela realmente é uma Obra Prima Progressiva. Nela ouvimos o mesmo trecho da fala de Churchill, que ouvimos no album Powerslave do Iron Maiden nos anos 80.
A importância de “Fool’s Overture” é tamanha para o álbum que a capa de Even in the Quietest Moments … destaca um Grand Piano na neve, com a partitura da canção. O disco foi o primeiro LP do grupo a conquistar ouro na América e foi primeiro em vendas na Alemanha e Canadá, ampliando o nome do grupo por toda a Europa e America.
Breakfast in America (1979)
Aqui finalmente o Supertramp entra no Hall das Grandes Bandas de Todos os Tempos, e se entrega ao mundo Pop, consolidando o som próprio da banda. Platina quádrupla nos Estados Unidos, é até hoje o álbum mais bem sucedido da banda, tendo vendido mais de 20 milhões de cópias. Só as clássicas “Goodbye Stranger”, “Take the Long Way Home”, “The Logical Song”, e a faixa-título já fazem o álbum merecer os grandes números que atingiu, pois se tornaram singles de muito sucesso. Escondida nos sulcos de um disco praticamente perfeito, a obra-prima “Child of Vision” é a última faixa e, como acontece no disco anterior, é uma perfeita faixa progressiva não pop, disparada a melhor música do LP, cantada por Hodgson e Davies e com um longo trecho instrumental onde o solo de piano de Davies é de se aplaudir em pé. O sax se torna um instrumento mais marcante na banda e a Asia é completamente conquistada.
…Famous Last Words… (1982)
Marca a última participação de Hodgson. Musicalmente, é o melhor disco da banda, não em termos de venda. O disco é o mais satisfatório e perfeito do Supertramp. Um disco rico de músicas longas de mais de seis minutos. Davies força o retorno do progressivo no som da banda, depois de uma fase pop que funcionou. “Crazy” abre os trabalhos com a entrada mais segura da banda em todos os discos, uma interpretação magistral de Hodgson nos vocais. Fenomenal. Ele também emociona com sua voz, acompanhado apenas do violão de 12 cordas, nas belas “C’est le Bon” e “Know Who You Are”. Acima de todas, a melhor faixa do álbum, e uma das melhores do grupo, a estonteante pancada “Don’t Leave Me Now”, indescritível com palavras, e que em 6:35 minutos, faz estátuas chorarem de tristeza, tamanha dramaticidade vocal e crescendo musical criado pela banda, solos lindos de guitarra que não perdem em nada para David Gilmour (que sola no proximo album da banda) e a harmônica servindo como um símbolo triste da despedida de Hodgson. É a última faixa e a obra prima progressiva não pop do album.
O piano Wurlitzer e a harmônica são as atrações da quase gospel “Put On Your Old Brown Shoes”, cantada por Davies, que também é responsável pela suave “Bonnie”, ao piano, que é a sua balada mais bela e bem construida, com um trecho instrumental no miolo bem marcante e impressionantemente lindo, chega dói, e, pasmem! tem outra obra progressiva não pop no album, o progressivo “Waiting So Long”, outra bela faixa, que sofre uma mudança de ritmo surpreendente ao longo de seus quase sete minutos (e que solo de guitarra feito por Hodgson!) e, pra aliviar um disco tão progressivo, uma faixa que é pop puro, a história de amor de “It’s Raining Again“, a faixa mais pop do Supertramp, comanda pelo saxofone, e que fez a banda fazer sucesso aqui no Brasil.
Brother Where You Bound (1985)
Com a saída de Hodgson, o Supertramp crava o pé na estrada progressiva que era o desejo de Davies, e criam um disco excelente, apesar de muitos ainda torcerem o nariz para Brother Where You Bound até hoje. O album chega a ser o quinto melhor da banda, depois, de Crime of the Century e Davies é o nome do disco. A sinistra “No Inbetween”, com boa presença do saxofone, e a linda “Ever Open Door”, cuja interpretação vocal e técnica ao piano são de emocionar, são alguns de seus melhores trabalhos em toda a carreira.
Para quem busca lembranças de Breakfast in America, aconselho ouvir direto “Still In Love”, essencialmente pelas vocalizações e o saxofone. Temos apenas uma música pop que virou hit, “Cannonball”, faixa dançante, misturando elementos de jazz e pop. O grande destaque fica para a participação de David Gilmour, fazendo os solos da sensacional faixa-título e ainda hoje, é a minha obra prima progressiva não pop favorita da banda, sendo com certeza a melhor canção do Supertramp pós-Hodgson. A faixa havia sido composta na época de … Famous Last Words …, com dez minutos de duração, mas acabou sendo abortada, em virtude de Hodgson querer afastar-se das tendências progressivas. Foi reconstruída três anos depois, baseada no livro 1984 (George Orwell) e retratando a crise da Guerra Fria, e com mais de dezesseis minutos de duração (a maior faixa da banda) ocupa boa parte do lado B. A participação de Gilmour é brilhante! O guitarrista Scott Gorham (Thin Lizzy) é o responsável pela guitarra base nessa suíte, que por si só já vale a aquisição de Brother Where You Bound.
Depois deste disco, veio Free As A Bird [1987], um album fraco, porque tenta grudar na tendencia eletrônica e inclui muita percussão. Não ficou bom pra banda.
Some Things Never Change [1997] é um album que a banda consegue seguir bem sem Hodgson e retornar às suas origens como banda pop progressiva, no estilo anos 80, mas, sem conseguir mais os hits maravilhosos dos 80. E a época também já era outra. O som do Supertramp já não combinava com o mercado. E Slow Motion [2002] tenta ser saudosista, resgatando, pior ainda, os anos 70, o que não funcionou. Mas são dois discos bons para fãs tradicionais.
RESENHA CIDADÃO KANE POR DENISON SOUZA
Por que este filme é tão valorizado? Primeiro, a trilha sonora do iniciante Bernard Herrmann é encaixadissima e revolucionária. Hermann depois viria a ficar famoso por fazer as trilhas sonoras do Alfred Hithcock, como Um Corpo que Cai e o célebre Psicose. Os primeiros minutos do filme é uma obra prima primorosa dentro de outra obra prima maior, onde a trilha sonora é anexada as imagens de uma forma nunca antes vista no cinema.
O fato de Orson Welles estar com pouco mais de 20 anos e produzir, escrever o roteiro, atuar como ator principal e dirigir o filme, já revela uma genialidade por trás disso. E, pior, é o filme de estréia do diretor, que usou atores de teatro, desconhecidos da telona.
O filme ser visto hoje pelos maiores e mais importantes críticos de cinema como o maior já feito, diz algo profundo. A fotografia é genial. Acho que é a parte mais revolucionária, além da narrativa não linear, nunca antes usada no cinema.
So ganhou o oscar de melhor roteiro original, mas teve 9 indicações ao Oscar. Você ouviu bem??? o diretor tinha pouco mais de 20 anos e recebeu nove, eu disse noveeeee indicações nas categorias: filme, diretor, ator, direção de arte, fotografia, trilha-sonora, roteiro, som e montagem.
Realmente isso é demais! Um dos filmes mais comentados de todos os tempos. É considerado umas das obras primas do cinema. Foi arrecadado pelo filme, míseros 839 mil dolares, enquanto foram gastos mais de um milhão, em 1941, para fazê-lo.
Cidadão Kane é um filme com características de épico, e estava pelo menos 30 anos a frente do seu tempo em todos os aspectos! Quer que eu repita????? EM TODOS OS ASPECTOS! Vamos começar pela espetacular fotografia de Gregg Toland, que para mim é uma das top 5 melhores fotografia do cinema, todos os ângulos de câmera, as metáforas, a edição de Robert Wise, os planos fechados, o uso da luz natural e artificial, as montagens de cenários são algo inexplicáveis, não tem palavras que explique aquilo, o roteiro, que ganhou o oscar, de fato, é ótimo, usando flashbacks (algo novo na época) e ainda sem efeitos pra mostrar que era flasbeck e a linha do tempo a seu favor, tudo explorado de maneira magnifica, a trilha sonora é precisa, e as atuações são muito boas, principalmente a de Orson Welles que faz um trabalho magnifico, como diretor e ator, vale uma referencia as cenas “Pós credito” que explica que todos os atores são novatos, legal falar também que o nome do diretor de fotografia Gregg Toland é creditado ao lado de Orson, isso também é inovador. Nenhum filme, depois dos créditos tinha imagens; isso virou mania agora nos filmes, mostrar cenas deletadas ou cenas complementativas, depois dos créditos.
Cidadão Kane marcou a historia do cinema como conhecemos hoje e para quem for ver o filme hoje notará que a maioria das “coisas” são muito comuns hoje em dia e não entendera porque o filme é tão prestigiado, mas lembre-se que Cidadão Kane Inventou esse monte de “coisas”.
No roteiro, é relatado que a mudança na vida pacata de Foster Kane ocorre subitamente, quando sua mãe recebe como pagamento de um pensionista as escrituras de uma mina supostamente sem valor. Mas o fato era que a mina estava cheia de ouro e isso rende à família uma fortuna incalculável. Na verdade, Charles Foster Kane é uma criança que tem uma relação fértil com seus pais, sente livre e se diverte com seu velho trenó. Um dia, uma das maiores autoridades de Wall Street, Walter Parks Thatcher, visita Mary Kane, mãe do garoto, para tratar de sua pensão, que seria a mina Colorado. A firma de Thatcher foi contratada pela sra. Kane para também cuidar da recente fortuna de Charles. O jovem acabou tendo a sexta maior fortuna do mundo e foi criado por Walter. Kane, então, é tirado do convívio de seus pais e levado para ser educado por um grupo de empresários, que o moldam para a vida pública dos magnatas do poder. Cedo Kane compra um modesto jornal e passa a se tornar um jornalista implacável e impetuoso. Sua vida se torna recheada de jogos de interesse, luxo e fama. Em sua velhice, Kane manda construir para si uma enorme e esplendorosa mansão, batizada de Xanadu, em homenagem à mítica cidade asiática, conhecida por seus poetas como a capital do prazer. Em toda sua vida recheada de luxo, Kane é vazio, incompleto, porque ele perdeu sua vida. Ele lota sua vida material de coleções nostálgicas, sua mansão é um museu de seus desejos não realizados porque ele é vazio, e no fim tudo se perde. É lá que, isolado de tudo e de todos, morre, deixando para os personagens do filme o enigma de sua última palavra: Rosebud.
Ao final, Thompson, após a exaustiva investigação da vida de Kane através de entrevistas, se vê incapaz de descobrir o significado da palavra. Muita gente acha que o significado é apenas a marca de um trenó, mas, ha algo mais profundo nisso tudo, em termos literais, “Rosebud” se traduz em portugues assim: “Botão de Rosa”, e é uma referência poética clara ao órgão genital feminino do prazer: o clitóris. A anatomia da genitália feminina é freqüentemente associada à forma de um botão de rosa pelos poetas. Assim, “Rosebud” simboliza aquilo que há de mais íntimo, de mais misterioso, mais escondido, mais particular, mais encoberto. Neste sentido, o autor Orson Welles reservou a palavra “Rosebud” para associar poeticamente àquilo que o personagem possuía de mais íntimo, de mais particular. “Rosebud” era o seu lugarzinho especial de prazer, onde só ele podia tocar, era seu refúgio particular onde ninguém, em toda sua vida conturbada, tinha acesso. Portanto, quando Welles coloca a analogia “Rosebud” elegantemente em uma tela de cinema, em 1941, só por isso já é possível ter uma idéia da grandeza literária de sua obra.
Em Cidadão Kane, deste modo, Welles faz com que o espectador seja o grande privilegiado, porque só este descobre o verdadeiro sentido da vida de Kane, enquanto ninguém na trama jamais descobrirá. Isso também significa que é preciso estar fora da história para compreendê-la por completo. A vida só ganha sentido após a morte, mas não para os participantes da história, mas para o espectador, que é também o único a ser totalmente excluído da trama, e é por isso que ele está privilegiado. Aliás, quando o espectador assiste ao filme pela primeira vez ele ainda está participando da trama, em seu papel de espectador. Porém, o mistério só é revelado no final, quando a trama acaba, e o espectador só ganha o conhecimento quando o filme também já está consumado, junto com o personagem e seu segredo. Desse modo, o próprio filme, assim como o sentido da vida, só é revelado e só pode ser compreendido e refletido quando se está consumado.
O roteiro é muito bom, que Welles escreveu com a ajuda de um jornalista chamado Herman J. Mankiewicz, sendo que a fotografia é muito revolucionária. Os planos, a forma de filmar, os ângulos, a luz, as vezes natural, as vezes artificial. Os sets de filmagem, os ambientes também são revolucionários, basta lembrarmos do ambiente imenso onde Kane faz comicios. Tudo é novo nesse filme. Tudo é experimental!
Também na cena onde Kane aperta a mão de Hitler, os efeitos especiais se mostram muito além de seu tempo, imitado em Zelig por Woody Allen e em Forrest Gump por Robert Zemeckis.
A edição do filme foi feita pelo iniciante Robert Wise, que depois dirigiria grandes filmes como Amor Sublime Amor e A Noviça Rebelde. Era uma equipe, de fato, fascinante. E que ninguém conhecia. Tudo isso faz de Kane um filme especial!
Além do mais este filme trouxe reflexões e questionamentos que serão eternamente atuais e cuja qualidade técnica revolucionou e avançou o cinema proporcionando ou ao menos influenciando outras grandes obras, como por exemplo "E o Vento Levou". Além de toda inovação de roteiro e filmografia para o cinema, esse filme acima de tudo trata de uma busca interior de um estereótipo de homem que a sociedade normalmente vê como alguém que já tem tudo e é feliz, quando na verdade somos levados aos poucos a conhecer o que realmente foi ser feliz para ele, o que realmente faltou em sua vida...
O filme estabelece o tom dele em apenas um minuto, desde o primeiro segundo de Cidadão Kane você tem a certa ideia que não é mais um filme. Assim que um monologo sobre quem foi Charles Foster Kane se conclui, a história se impõe por si e é levada com tanto preciosismo e dedicação do jornalista, que tem a missão de descobrir o que é "Rosebud", Edmund Cobb tem a importante missão de juntar as peças do quebra cabeças que é a história do homem mais importante daquele tempo. E assim temos um filme grandioso que chega naturalmente à perfeição. Com personagens marcantes e diálogos inesquecíveis. A trilha sonora é quase um personagem, a fotografia é essencial para a trama, pois a todo momento é necessária para a imersão e empatia com o Charles Kane; a direção também é genial, ela eleva os próprios níveis e sempre faz o publico sentir a necessidade de saber o que vai acontecer, mesmo sabendo que o personagem já morreu , pois o suspense muda de foco e passa ser descobrir quem ou o que é "Rosebud".
quarta-feira, 18 de dezembro de 2019
Arte Contemporânea hoje
O que chamavamos de arte moderna, na verdade, era a arte produzida na primeira metade do seculo XX antes da segunda grande guerra (vários movimentos, com destaque para oito deles). Depois da segunda guerra mundial, passamos a chamar a arte de pós moderna, por falta de um titulo mais conveniente. Nos anos 70 o que se chamava de Arte Contemporânea, na verdade, era a Arte produzida do pós guerra ate os anos que se viviam naquele tempo. Contempórâneo eh qualquer tempo presente. O Renascimento já foi Arte contemporânea, no tempo de Leonardo da Vinci.
Hoje em dia Arte Contemporânea vai da queda do muro de Berlim nos anos 90 até os nossos dias! Eh uma arte globalizada, voltada para a comunicação. A midia que antes era na tela, agora foge pro video, pra qualquer outra plataforma, inclusive parede de rua, o próprio corpo humano, um muro, areia de praia, em qualquer midia ou plataforma se faz arte. Essa Arte desconsidera a Industrialização e absorve o virtual, a internet e a informática. O que importa aqui é o processo artístico e não tanto o objeto. A idéia estando acima da imagem!
Vivemos no seculo XX a era do preto ou branco. Agora vivemos a era dos 50 tons de cinza na Arte, na politica, em tudo!
Mas quais sâo os movimentos da Arte atual dos anos 90 até aqui, mesmo que sua origem remote aos anos 50 e 60?
Street Art, Land Art, Body Art, Arte Povera, Arte Cinética, Minimalismo, Hiperrealismo, Action Painting, Performance Artistica.
sábado, 30 de novembro de 2019
Resenha Solo Star Wars Story por Denison Souza
Muitos fãs criticaram Solo. Os especialistas criticaram Solo. O episódio I também é um filme considerado fraco, no entanto, temos lá a deliciosa corrida de Pods e o espetacular Darth Maul. Então nenhum filme Star Wars está, de todo, perdido. Pelo menos para um fã incondicional como eu.
Quer saber a verdade? Eu gosto de Solo. Não gosto tanto quanto Rogue One, SW episodio III, IV ou o V. Mas, gosto, sim. E sabe por que? Porque é uma história Star Wars.
Único filme sem citar os Jedi (mesmo Rogue One cita os Jedi), não aparece um sabre de luz sequer. Não há luta de sabre. No entanto, é Star Wars. Tanto quanto The Mandalorian é Star Wars, mesmo sem Jedi ou luta de sabre.
O filme tem o objetivo de contar as origens de Han Solo. Começa no planeta industrial de Corellia. O monstro da vez neste filme é Lady Proxima, uma espécie de Jabba feminino. O personagem Moloch - braço direito de Lady Proxima - tem um visual aracnídeo futurista. O filme pode levar várias críticas, mas ninguém pode criticar a indumentária, sempre arrojada e muito criativa. As fardas, por exemplo, das oficiais de Emigração tem corte perfeito. Assim como a indumentária criativa dos Mimbaneses, o povo guerreiro de Mimban, uma roupa que inclui palha e tecidos variados, nas cenas fortes de guerra.
Quanto aos personagens, depois de Han Solo, Qi'Ra e Lando, o sujeito que mais chama a atenção é o Capitão Beckett, antagonista de Solo. Val e Rio, parceiros de Beckett, fazem boas participações também.
Neste filme vislumbramos Chewbacca conhecendo Han Solo, de forma nada civilizada. Um dos momentos nevrálgicos de Solo, é o do roubo da carga em Vandor, o planeta gelado. As cenas do assalto ao trem futurista, de nome Conveyex, bem no estilo faroeste, são recheadas de tiros e explosões que nos remetem mais ao estilo wester espaguete de Star Wars que seu aspecto mais Samurai. Vemos personagens como Val, Beckett e Han, tirando sua roupagem militar e entrando numa vibe cowboy, numa transição bem suave e sutil.
Assim como Rogue One faz ligação com as trilogias tradicionais, com o roubo dos planos da Estrela da Morte, Solo faz sua ligação com as trilogias novas, através dos dados de Solo, que são usados também como simbolos em Last Jedi. Se em Rogue One tudo acontece por causa dos planos da Estrela da Morte, aqui em Solo tudo acontece apenas por causa de uma substância essencial para viagens na velocidade da luz, chamada Coaxium. Essas cargas roubadas do trem continham cases de Coaxium.
Há a gang de Enfys Nest e seus Cloud-Riders (seus cavalos mecânicos), com indumentária que nos remete aos indígenas americanos, tornando o paralelo com os filmes de faroeste mais fiéis ainda. O vilão é Dryden Vos em seu Iate magnífico. Inclusive a oportunidade de apresentar todo tipo de personagens esquisitos é justamente na festa de Dryden Vos. Qi'Ra é a personagem feminina mais gloriosa, de atitudes dúbias e duvidosas; percebe-se, no final, pela sua ligação com Darth Maul, que está mais prá lá que prá cá. No final, nem lá e nem cá tem santo. Todo mundo é pilantra e bandido em Solo. Não se confia em ninguém, como nos filmes Noir. Mesmo sendo um filme considerado fraco, eu gosto de Solo porque ele mostra Han conhecendo Lando Calrissian e vemos ele tomando a Millenium Falcon no final, apostando no jogo de cartas conhecido como Sabacc. Eu sempre imaginei vendo isso!
A missão em Kessel, tendo de enfrentar a Gang dos Pyke, também é um momento crucial do filme. Uma cena bastante recheada de animais e droides diferentes. A legendária navegação de Han, citada na clássica e na nova trilogia, usando a Millenium Falcon, no caótico espaço ao redor do planeta Kessel é mostrada neste filme, com toda a emoção possível. Como posso achar este filme de todo ruim? Eu sempre imaginei vendo isso também!
Quando se trata de tecnologia, o filme tras um speeder da patrulha imperial em Corellia, de design bem quadrado, bem retrô, lembrando que o ocorrido aconteceu antes de Uma Nova Esperança. Os transportes em Corellia sempre tem este design meio anos 70 e 80. O landspeed M-68 que Han foge com Qi'Ra também tem este desenho retrô maravilhoso. Os diretores tomaram o cuidado de atentar ao fato de o desenho não ser mais avançado que os do filme de 1977. A nave usada pela equipe de Becket, a AT-Hauler, também tem um design quadrado e retrô. Mas o desbunde mesmo tecnológico no filme, mesmo mostrando a Millenium Falcon completa, sem faltar um módulo sequer, é o belissimo e suntuoso Star Yacht, pertencente ao criminoso (o vilão do filme) conhecido como Dryden Vos e suas Sharp Edges para atacar os desafetos. Como sempre tem de ter um droide, o droide da vez em Solo é L3-37, primeiro e único droide feminino da Saga, apaixonada por Lando.
O último planeta que aparece no filme é Savareen. Os Savarianos são como o povo indiano, gente simples, pessoas tradicionais e religiosas. É nesse planeta que a gang de Enfys Nest aparece pela segunda e última vez, dessa vez para se juntar aos Savarianos contra Dryden Vos. Depois de toda a aventura, ainda há a luta entre Solo, Qi'Ra e Dryden Vos no suntuoso Iate, onde Qi'Ra surpreende lutando de forma hábil, revelando que não é nada frágil. Na verdade, ela é uma mistura perfeita de Leia e Padmé. Por que? Porque ela é sensual como Padmé e ríspida como Leia. E ainda é guerreira como as duas. E, como se fosse pouco, ainda há um duelo rápido e cru entre Solo e Beckett. Quem disse que o filme é ruim, com tanta coisa legal acontecendo?
por Denison Souza
30 novembro 2019
sexta-feira, 29 de novembro de 2019
Resenha de Rogue One por Denison Souza
Pela primeira vez um filme Star Wars encaixa perfeitamente em outro. O final de Rogue One cola perfeitamente com Uma Nova Esperança. Considerando que este último foi feito há anos luz lá atrás, é uma façanha deveras ousada.
Eu gosto muito de Rogue One, como todos os fãs de Star Wars.
O filme começa de forma espetacular, apresentando o planeta Lah'Mu, um lugar fora dos territórios Rim, mostrando a familia do cientista Galen Erso, que bolou a ideia de criar uma fragilidade na Estrela da Morte. A força da mulher sentimos aqui já em Lyra Erso, esposa do cientista, que desafia o Império. Quando a Delta Class T 3C do vilão Orson Krennic, um dos melhores vilões de Star Wars (juntamente com Morff Tarkin), desce no planeta, sentimos uma emoção forte, a presença maciça do Império chegando, onde antes só víamos inocência, através da criança Erso.
Uma das novidades aqui neste filme são os Death Troopers (apenas pretos e não preto e branco), com suas luzes verdes. A presença forte de Mon Mothma como lider da resistencia contra a Nova Ordem do Imperador Palpatine é um dos momentos mais emocionantes. Mais emocionante ainda é quando Bail Organa surge da escuridão, como um fantasma do passado! Vieram lágrimas aos olhos. Aliás, cada personagem conhecido que aparecia, era uma nova emoção, desembocando no Governador Tarkin e em Darth Vader.
A heroina central deste filme é Jyn Erso; sem a decisão dela, não existiria acesso ao segredo da Estrela. Ela que forma a equipe Rogue One. Em Imperio Contra Ataca se fala em Rogue Two, como uma continuação à equipe! E, bem, a forma natural que ela vai formando a equipe não é nem um pouco manjado ou corriqueiro como ocorre em filmes similares.
Os personagens interessantes que aparecem em Rogue One são Admiral Raddous, General Merrick e os senadores rebeldes. Aliás, neste filme mesmo as pessoas do lado dos rebeldes são apresentadas como pessoas cruéis e frias, de princípios dúbios, o que, de certa forma, quebra aquela coisa preto no branco dos filmes da trilogia original. Cassian Andor e o General Merrick são os que parecem mais dúbios. Capazes de irem por suas próprias cabeças, adotando uma imagem de anti-heróis. Mas, nenhum personagem ambíguo se compara com Saw Gerrera, o maior anti-herói do filme e de toda a Saga. Mas, as poucas cenas que Darth Vader aparece em Rogue One são de tirar o fôlego; se ele aparecesse mais vezes, iria desfocar os personagens principais. Aliás, é a primeira vez que Darth Vader faz papel de coadjuvante num SW.
Quanto a seção da tecnologia, como sempre tem de ter um droide, o deste filme é o excelente e bem comedido K-2SO, o droide que eu achei mais adulto em Star Wars. A tecnologia é renovada através de naves incríveis, como as U-Wing Gunship, a belissima UT-60D, as X-Wings foram repaginadas para parecerem mais com a de Poe Dameron, um pouco mais sujas e escuras. Outro personagem tecnológico em Rogue One são os tanques de combate que transportam os containers com Cristais Kyber, fonte de força e energia da Estrela da Morte. Essa movimentação em torno dos cristais por parte do Império fez com que os rebeldes desconfiassem que algo estava muito errado e vinha chumbo grosso pela frente! Outros personagens tecnológicos que me chamou atenção neste filme são os TX-225 Occupier, a armadura dos motoristas dos tanques, o Shuttle SW-0608, de onde a tropa rebelde se infiltra no planeta Scarif, os AT-ST, presentes desde O Império Contra-Ataca, volta em Rogue One! Os famosos AT-ATs voltam como AT-ACT com o acréscimo do container levando cristais, o que justifica a broca no seu corpo nos filmes antigos. Os Y-Wing Fighter está no filme e, claro, os Tie Fighters também. Mas, o Tie Striker é nave nova! Estreou neste filme. Os Tie/SK Fighters tambem. Nunca, em nenhum filme SW, a nave Profundity, a maior nave dos rebeldes, menor apenas que o Destroyer Imperial, teve tanta participação em batalha quanto aqui. Outro aparato tecnológico que ressurge aqui é a célebre Estrela da Morte, magistral, magnífica, e em sua melhor forma. O destroyer Devastator está mais agressivo do que os destroyers de outros filmes. E pela primera vez vemos os cientistas responsáveis pela Estrela da Morte, comandados por Galen Erso.
Quanto a fotografia e parte técnica, o incrível neste filme é como a imagem da pelicula, ao decorrer do tempo, vai fazendo o filme parecer ter sido feito nos anos 70, para não ficar tão diferente de seu sucessor (de 1977). Mas este efeito eles só fazem paulatinamente a medida que se aproxima do final da película, próximo da colagem final.
E finalmente vemos de perto a lua Jedha, origem da Ordem Jedi. Uma das melhores batalhas ocorre lá. As cenas de luta e de guerra que ocorre na lua dos Jedi, chamada Jedha, é um dos trechos mais belos do filme inteiro. Na falta de uma cantina, os personagens mais estranhos foram mostrados em Jedha. A milícia de Saw Gerrera também explorou estes personagens estranhos e nos remete ao séquito de Jabba. Outra oportunidade para os criadores de monstros da LucasFilm mostrarem sua criatividade ímpar.
Os outros personagens heróis da equipe Rogue One são o piloto Bodhi Rook (o medroso) e os asiáticos Chirrut Imwe (o cego) e Baze Malbus (o troncudo).
O retorno digital do Governador Tarkin e de Leia Organa jovem foi uma das coisas mais memoráveis de Rogue One! Pela primeira vez um ator, já morto há muitos anos, retorna as telas de cinema, foi o caso do Governador Tarkin e de seu ator Peter Cuching.
As cenas finais de guerra se passa num planeta tropical chamado Scarif. Ponto nevrálgico de todo o filme. A batalha de Scarif é uma das duas ou três melhores batalhas de SW. O esquadrão azul é usado em sua maior extensão. Todos os pilotos de X-Wings estão em campo. Neste filme notamos claramente que os pilotos customizam seus capacetes, criando uma diversidade prepóstera ao Império, onde as roupas se repetem. Missão sem volta. Pela primeira vez, vários heróis sáo mortos ao mesmo tempo, e no mesmo filme, numa história, se nao incluirmos a execução dos Jedi no episódio III.
Com uma concepção artística e fotografia escura e cruel, que só clareia em Scarif, e de beleza impecável, Rogue One segue como uma das obras primas da Saga Star Wars, ao lado dos episódios III, IV e V.
Denison Souza 29 novembro de 2019
quarta-feira, 2 de outubro de 2019
MAIORES SINFONISTAS DA HISTORIA, SEU TEMPO DE EXECUÇÃO E SUAS ORQUESTRAS, POR DENISON SOUZA
A sinfonia nasceu na escola de Mannheim e seu maior mestre foi Carl Stamitz, que criou 50 sinfonias e, junto com Johann Stamitz, se tornaram os primeiros nomes no gênero.
Haydn superou em tudo os dois. em quantidade de sinfonias, compôs mais sinfonias que qualquer um antes e depois dele: mais de 100. Sua orquestra era clássica como a de Mannheim, sendo acrescentado uma ou outra novidade a depender da peculiaridade da sinfonia. Tempo de execução entre 20 a 30 minutos.
Stravinsky foi o mais criativo no genero. Foi o primeiro a misturar os gêneros sinfonia e música sacra, por exemplo, primeiro a criar uma sinfonia apenas com instrumentos de sopro e criou até sinfonias neoclássicas. Foi o compositor que escreveu sinfonias mais curtas entre todos.
Beethoven foi um dos sinfonistas mais famosos. Suas sinfonias são as mais executadas até hoje. Adicionou apenas mais intrumentos de sopro em relação as orquestras de Haydn e ampliou a dimensão espiritual, ritmica, harmonica e temporal. Substituiu o minueto pelo scherzo de uma vez. A media de tempo é de 30 a 40 min. Mas a sinfonia 9 tem 1h10. Foi o primeiro a adicionar um coro e solistas na orquestra. um Gênio!
Berlioz também é famoso como sinfonista. As orquestras de Berlioz eram gigantes, monumentais, logo depois de Beethoven. e incluia instrumentos inusitados, o tempo de execução tambem é ampliado. 1h30 e por ai vai.
Shostakovich é um dos sinfonistas que mais chama atenção. Primeiro porque compôs mais sinfonias que qualquer um no século XIX: foram 15 ao todo. O normal eram 9 sinfonias, desde Beethoven. Depois porque acrescentou instrumentos que ninguém teve a ideia antes: celesta, xilofone, piano, sinos, grande bateria...ampliando as ideias loucas de Berlioz. Suas sinfonias são na faixa de 1h de duração.
Para mim o maior sinfonista foi Bruckner. Suas sinfonias tinham um efetivo orquestral tradicional clássico ampliado, típico do período romântico, não muito diferente de Beethoven. Apenas incluindo harpas na sinfonia 8, como algo inusitado. Monumentais sinfonias em duração, com mais de uma hora e massas orquestrais pesadas. Bruckner usava a sua orquestra como um órgão gigantesco. Nunca usou coro ou solistas, era um sinfonista tradicional fabuloso.
As sinfonias de Borodin também são famosas. A orquestra é normal. Sem novidades. Mas a sinfonia 2 Epica tem harpa e bateria inclusa. A média é de 30 minutos.
Brahms, Glazunov, Dvorak, Korsakov, Schumann e Mendelsshon tambem criaram sinfonias que são executadas. Eles tem uma orquestra normal, as vezes, acrescentando um triângulo. A média de execução é sempre entre 40 e 50 min.
Quando se fala em sinfonia, Britten também está presente. Compôs sinfonias completamente diferentes umas das outras. Spring Sinfonia parece um ciclo de canção, outra é um requiem sinfonia, outra é bastante simples. Completamente inusitado. Assim como Vaugham Williams, que uma sinfonia difere completamente da outra em efetivos orquestrais e tempo de execução.
Liszt tem seu nome no gênero. Criou duas sinfonias bem estranhas, monumentais e usando literatura como referencia, Dante e Goethe, sempre usou coro e solistas.
Magnard é um sinfonista humilde e simples. Escreveu sinfonias clássicas entre 30 a 40 minutos. Uma jóia. Como também Prokofiev.
Mahler escreveu as maiores sinfonias do mundo. Com efetivos de orquestra que perde apenas para Berlioz e Richard Strauss. Mas em tempo de execução são as mais longas, com coro e solistas em algumas.
Nilsen é tradicional no tempo de execução e na orquestra. Grande nome dentre os sinfonistas. Sibelius vem na mesma linha.
Cezar Franck também é lembrado por causa de uma unica sinfonia, aquele cavalo de troia que é a sinfonia em D. 40 minutos.
Rachmaninov também tem grandes sinfonias com orquestras gigantescas, mas o tempo de execução é normal, entre 40 a 50 minutos. Scriabin vai na mesma linha de Rach.
Albert Roussel é um dos grandes sinfonistas da Historia. Ele é simples como um Mendelsshon ou um Prokofiev.
As sinfonias de Richard Strauss tem a maior orquestra já usada, com um efetivo orquestral absurdo. O maior de todos. Um Wagner na sinfonia. Mas, o tempo de execução de suas sinfonias são apenas de menos de 1h.
Tchaikovsky criou sinfonias famosas. Mas, por incrível que pareça, ele que é megalomaníaco, suas orquestras são normais e o tempo de execução tambem. Media de 35 a 40 min.
Kachaturian compos sinfonias sem anormalidades. Mozart também. Schubert compôs algumas incompletas, mas escreveu um monumento completo: a Nona Sinfonia.
domingo, 25 de agosto de 2019
Vamos brincar de comparar os cinco genios classicos de Viena: Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert e Brahms
Sinfonia
Haydn foi o rei absoluto em seu tempo neste genero. Como ele foi o primeiro grande mestre do genero, nao pode ser comparado a ninguem. Sua colecao eh uma das mais valiosas do repertorio.
Mozart compos muitas sinfonias de ocasiao. As ultimas tres sinfonias sao obras primas. Compos menos da metade da quantidade das sinfonias de Haydn. Umas outras cinco sinfonias sao interessantes.
Schubert compos menos obras primas ainda no genero. A maioria sao obras de ocasiao, italianizadas. Apenas a 8 inacabada e a 9 merecem destaque.
Beethoven inaugurou o limite de 9 sinfonias apenas. Depois dele, a maioria so escreveria nove e pronto. Sua colecao de sinfonias forma um conjunto universalmente celebrado.
Brahms escreveu apenas quatro sinfonias. Um homem de espirito vienense escrever apenas quatro? Sao belissimas e de alto nivel, mas nao formam um conjunto fora de serie como o de Haydn ou Beethoven
sinfonias: Haydn e Beethoven ganham
Bale
A primeira escola de Viena decepciona no genero bale. Haydn, Mozart e Beethoven foram uma tragedia neste genero. Tambem, o bale so ganhou vulto depois da criacao do bale dramatico pelos russos no seculo XIX. Schubert tambem decepciona. E Brahms, avesso a obras com mais de 1h, nunca escreveria um, assim como nao enfrentou escrever oratorios ou operas.
Bale: nenhum ganha
Quarteto de cordas
Haydn nao pode ser comparado de novo. Foi o primeiro genio do genero.
Mozart compos seguindo o modelo de Haydn e compos algumas obras primas, mas sua colecao nao fecha um ciclo como o de haydn.
Schubert compos bastantes quartetos, Mas um punhado eh obra pirma, seguindo uma forma tradicional.
Brahms compos poucos quartetos, apenas para exibir sua linguagem pessoal neste genero,
Beethoven foi o mestre absoluto nos quartetos de cordas, igualando Haydn, superando-o na fase romantica e superando a si mesmo na ultima fase, criando um mundo atemporal. Seus quartetos so foram igualados no seculo XX por Bela bartok.
Quarteto: Haydn e Bethoven ganham
Outras obras de cámara
Trios, quartetos e quintetos com piano, outros instrumentos, sonatas a due, etc.
Nesse genero todos os cinco mestres sao imbativeis! a musica de camara em geral de Schubert eh magnifica, a de Brahms, um espetaculo, a de Beethoven, fora de serie, a de Haydn e Mozart, nem se fala. Todos aqui empatam..
Outras obras de cámara: todos ganham
Lied
A primeira escola de viena eh uma negacao neste genero. Haydn era pessimo, Mozart pior ainda e Beethoven era mais ou menos,
Fica para Schubert o cargo de primeiro genio do genero Lied.
Brahms soube continuar com dignidade a tradicao de Schubert.
Lied: Schubert e Brahms
Quinteto de cordas
Haydn nao chama a atencao aqui. Nem Beethoven.
Schubert escreveu um Quinteto de quase uma hora em C maior, espetacular, herculeo, obra prima maior.
Mozart escreveu Quintetos para cordas magnificos. E Brahms tambem nao fica embaixo.
Quintetos: Mozart, Schubert e Brahms
Concerto
Haydn foi um mestre neste genero. Mozart nem se fala, ainda superior. Criou obras belissimas para todos os instrumentos imaginaveis.
Beethoven dominou tambem os concertos. Brahms nao fica embaixo, Schubert nao escreveu nenhum.
Concerto: Haydn, Mozart, Beethoven, Brahms empatam
Musica Sacra
Haydn foi o maior escritor de musica sacra do seu tempo. Escreveu obras primas em formato oratorio e missas,
Mozart escreveu oratorios sofriveis e missas mais divertidas que serias, com excecao das incompletas Missa em C menor e Requiem.
Beethoven escreveu mal oratorio e uma missa razoavel, mas a sua Missa Solemnis eh um dos pinaculos da musica sacra universal, junto com a Missa em Si menor de Bach,
Schubert escreveu belas missas. Ta dentro,
Brahms, como nao gosta de musicas acima de uma hora, nunca escreveu missas e nem oratorios, portanto seu unico exemplar notavel eh seu Requiem Alemao.
Musica Sacra: Haydn e Schubert
Obra para piano solo (foco em Sonata para piano e Conjunto de Variacoes para piano)
Todos os cinco sao feras e chamam a atencao.
Sendo que Beethoven forma um conjunto um pouco mais notavel e fora de serie que os outros quatro.
Obra para piano solo: Todos empatam, Beethoven se destaca um pouco mais.
Opera
Haydn e Schubert nunca tiveram operas suas no repertorio internacional.
Brahms, por nao gostar de escrever obras longas, acima de uma hora, nunca escreveu opera. Tambem, viu que ano tinha condicoes de competir com Richard Wagner.
Beethoven escreveu apenas uma opera. Com muita dificuldade. Obra prima, mas apenas uma!
Ficou para Mozart o cargo de maior escritor de operas entre os cinco.
Opera: Mozart
Musica para Coro
Nesse aspecto Haydn nao chama tanta a atencao. Mozart chama mais. Beethoven supera Mozart. Schubert empata. Brahms empata tambem.
Musica para coro: Beethoven, Schubert e Brahms ganham
Resultado:
Haydn ganha em 6 generos
Mozart ganha em 5
Beethoven ganha em 6
Schubert ganha em 6
Brahms ganha em 6
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