CINEMA, MÚSICA, PINTURA

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Denison Souza, arte-educador, escritor free lancer;

meu trabalho já foi publicado no Jornal do Recôncavo e Correio da Bahia

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Resenha Star Wars 7


Este é o sétimo capítulo da saga cinematográfica e é uma sequência da trilogia original (Uma nova esperança, O Império contra-ataca e O retorno de Jedi). A segunda trilogia existiu apenas para mostrar a origem de Darth Vader e nada mais. 
 
Em O despertar da Força, a República voltou a ter o controle da situação, mas o surgimento da Primeira Ordem proporciona o retorno dos Siths na saga. Para combatê-los, foi criada uma resistência liderada pela ex princesa Leia, agora uma coroa com titulo de General, cuja missão primordial é encontrar Luke Skywalker, que, após falhar na tentativa de reconstruir a ordem dos Jedi, se isolou em um lugar desconhecido. Não fica bem claro esse treinamento do filho de Han Solo por Luke, na verdade, a história deixa uma fenda diante de nós. 

A partir desse episódio percebi algo inédito que nunca tinha pensado: a saga não é sobre os Sith contra os Jedi ou sobre o Império contra a República; a saga trata apenas da familia Skywalker, dos seus membros que hora ficam do lado escuro, hora do lado da luz. 

Mas qual a relação da Primeira Ordem com o Império e quem Rey é na verdade? 
Eu aposto que ela é filha de Luke, uma vez que todo personagem importante tem de ter uma ligação sanguinea com o maldito Anakin Skywalker. 
Na minha opinião a Primeira Ordem foi fundada pelo Supremo Líder Snoke (Andy Serkis, conhecido por seus trabalhos em O Senhor dos Anéis), que muito fã não sabe, mas, ele foi o mestre do Imperador Palpatine no passado, na época conhecido como Darth Plagueis. Foi assassinado a machadadas pelo proprio discipulo enquanto dormia, por isso Lord Snoke tem marcas horriveis na testa e rosto em seu holograma gigantesco. No Retorno dos Sith, o senador Palpatine fala a Anakin sobre seu antigo mestre Darth Plagueis, que ele havia conseguido dominar a morte, portanto se tornou imortal. É preciso ficar atento à essas dicas dos filmes anteriores pra entender os subsequentes. 

Observei que os novos personagens são apresentados de uma maneira muito semelhante ao do primeiro filme. A aventura possui vários paralelos narrativos e rimas visuais, quase como um espelho dos acontecimentos de Uma nova esperança.
Só para ficar em alguns exemplos: o robô BB-8 desempenha o mesmo papel de R2-D2, carregando uma mensagem escondida que precisa ser recuperada; a jornada de uma personagem alheia ao confronto que vive em um planeta deserto e repentinamente se vê envolvida no conflito; cena em um bar alienígena; e a ameaça de uma estação bélica, mas que aqui se chama Starkiller, e não Estrela da Morte.
Isso, somado ao estilo único de corte de cenas, retorno de antigos atores, trilha sonora e outras características próprias da saga, reforçam ainda mais a sensação de nostalgia presente no filme.
Dessa maneira, o desenvolver da trama fica de certa maneira previsível, com a exceção de um grande e surpreendente momento envolvendo um personagem novo e outro antigo: o assassinato de Han Solo pelo próprio filho. 

Mas o mais legal mesmo desse novo capitulo foram:
1. A aparição das icônicas naves X-wing agora em cor sombria, escura. Achei irado!!! 
2. Outra coisa foi o fato dos soldados da Primeira Ordem terem formas diferentes de lutar, com armas mais sofisticadas. 
3. A atuação maravilhosa de Max Von Sydow, famoso ator dos filmes de Ingmar Bergman. 
4. A aparição sombria da oficial da Primeira Ordem, a Capitã Phasma. Ela é uma personagem importante e uma vilã com ótimo visual. A Capitã Phasma participa de uma cena que é um dos easter eggs do filme. 
5. O novo sabre de luz do vilão Kylo Ren nesse novo episódio está bem mais interessante que o do Darth Vader. 

Achei uma sacada inteligente R2-D2 complementar a mensagem incompleta do robô novato BB-8 e, sobretudo, com a aparição do velho robozinho a confirmação do que eu sempre disse aqui: o robô R2-D2 é o único personagem que aparece em TODOS os episódios da saga. 

Aliás, é o unico episódio em que há uma luta de sabre e ninguém acaba morrendo. 

Mas o destaque vai mesmo para os estreantes Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac e Adam Driver. Os quatro tinham a tarefa de se tornar os novos rostos para carregar a franquia adiante e se saíram muito bem. Aliás, é interessante notar como o trio de heróis foge do padrão ao apresentar uma mulher, um homem negro e um latino, reflexo da diversidade cada vez mais presente no mundo contemporâneo, roupagem já usada em Star Trek desde o inicio. 

Resenha: Denison Souza


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