quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Pequenos Comentários sobre a Saga Star Wars

Star Wars IV - Uma Nova Esperança
O Star Wars IV foi o primeiro que assisti no cinema quando foi lançado no Brasil em 1979, com atraso; tinha 11 anos. Não entendi direito a história na época, como a maioria dos adultos também, pois, tudo aquilo era novo ainda. Falava-se em Jedi, em Guerra dos Clones, em Força... tudo era novo! Ninguém sabia ainda do que se tratava. Mas, me senti orgulhoso de visitar em Londres, em 2005, o estúdio onde fora gravado a maior parte de Star Wars IV.
Este filme é importante porque nos apresenta os personagens principais e o antagonismo entre os rebeldes e o Império. Uma das coisas que mais me marcou foi o intenso branco do interior da Estrela da Morte e dos soldados do Império. Entre as criaturas, gosto dos Jawas, vendedores de dróides.
O filme começa à queima roupa, com a Princesa Leia já raptada e precisando de ajuda. Pois bem, o filme é o mais enxuto, simples e completo da saga, tanto é que poderia existir sozinho, sem a existência dos outros episódios. Nele há a apresentação de todos os temas, a apresentação do problema central, o intermediário - rico em aventura e ação - e um fim definido, com a vitória dos rebeldes sobre o Império. É um filme completo em si, enquanto não se sabe o que se vem dali em diante. Apesar do penteado extraordinário de Leia, o figurino ainda é bem cafona. Gosto da idéia de contraste entre os uniformes homônimos do Império em contrapartida com as roupas diferentes e originais dos rebeldes, cada um com seu estilo.
Aqui a influência de Branca de Neve para compor Princesa Leia é marcante e também de Flash Gordon nas partes de aventura espacial. No formato de C-3PO, nós podemos constatar a influência dos contornos do robô do filme Metrópole. E por ai vai...as influências são várias...King Kong, Godzilla, filmes de Samurais, filmes de piratas, Tarzan, etc.
Quanto aos pontos negativos do filme, não gosto do personagem Chewbacca e nem dos monstros exagerados do filme. Acho até ridícula aquela roupa de Chewbacca. T irar da edição final a apresentação dos amigos humanos de Luke foi uma falha, para mim, imperdoável.
O filme se passa mais tempo no espaço. O planeta do episódio é Tatooine, o planeta com dois sóis da família Skywalker, com aquelas dunas de areia e pureza típica de qualquer deserto. Aliás, Tatooine é o planeta mais visitado pela saga e só não aparece no episódio V.
Gosto muito da idéia inocente do típico fazendeiro sonhador (Luke) que vê além dos dois sóis de seu planeta vazio e tedioso e procura grandes aventuras em lugares distantes, se transformando num ambulante das estrelas, literalmente, num Skywalker.
Destino consumado, Luke sai atrás de sua tendência viajante e aventureira; estava no sangue, como saberemos no episódio V. Luke Skywalker é o alter-ego de George Lucas. Ele - como típico geek - inteligente, porém, tímido, sem charme e desajeitado, se realizava como herói na pele de Luke. Não é à toa que o nome do herói nasceu do nome do próprio autor (Luke=Lucas).
Há grandes estrelas tecnológicas neste filme: R2-D2, os caças imperiais TIE, a Millennium Falcon, a Estrela da Morte, o caça TIE de Vader, as naves dos rebeldes, o sabre de luz...aliás, vimos a partir deste episódio, que sempre que há um duelo com sabres, um tem de morrer. Outra coisa, na trilogia clássica, cada filme só tem um duelo de sabre de luz e é sempre próximo do final.
A batalha de Yavin, cujo objetivo é destruir a Estrela da Morte, é uma das mais marcantes e emocionantes de toda a saga. A peculiaridade de seus ângulos de filmagem, a velocidade da ação e os mergulhos inesperados dos caças nos surpreendeu na época.
Star Wars V – O Império Contra-Ataca
Neste episódio o astro tecnológico principal e mais marcante são os Walkers imperiais da Batalha de Hoth. A segunda base secreta dos rebeldes rende paisagens e cenários de neve impressionantes logo no início do filme.
Star Wars V é importante porque as batalhas estão mais bem produzidas, o imperador aparece em holografia pela primeira vez, Han Solo é congelado, aparecem personagens interessantes como Boba Fett e o General Veers, naves mais incrementadas, Yoda nos é apresentado e Luke fica sabendo que é filho de Darth Vader.
O treinamento de Luke em Dagobah tendo Yoda como mestre ocupa quase toda a parte central do filme e acho, francamente, que poderia ter sido encurtado. Poderiam dizer que Luke passou alguns anos em Dagobah com Yoda e pronto. Mas, foi aquela perda de tempo... ainda assim o filme consegue superar o anterior.
A perseguição pela frota imperial passando pelo campo de asteróides é uma das imagens mais lendárias de Star Wars. A complexidade destas imagens para a época não tem precedentes.
Mas, o prato principal deste jantar delicioso é o Planeta das Nuvens, que rende cenários urbanos impressionantes. Os ambientes internos – com influência da arquitetura alemã - também são de cair o queixo. Dramáticos momentos se passam neste planeta. Vemos aqui Boba Fett em plena ação, com tomadas que valorizam o personagem. Aqui ocorre a luta de sabre entre Darth Vader e Luke, a declaração da paternidade, o quase suicídio de Luke. Os cenários e ambientes desta luta – ao contrário da breve e parada luta entre Vader e Obi-Wan – variam bastante e nos impressiona pela grande escala. Tudo é amplo e assustador. Ocorre a primeira mutilação de braço da saga. Um final belíssimo, com declaração bombástica, que prepara a platéia para o próximo episódio. Uma obra magistral.
Star Wars VI – O Retorno de Jedi
Aqui coisas importantes e definitivas acontecem. Han Solo é descongelado e volta à ativa, Yoda descansa em paz, finalmente, depois de centenas de anos; Luke confirma com Yoda que é, de fato, filho de Darth Vader. Mas, também Yoda revela que há outro Skywalker, sua irmã Leia. Leia fica sabendo e Han Solo também. Ocorre também a aniquilação do Imperador e de Lorde Vader. Desta forma, trata-se de um episódio importante e definitivo da saga.
O modelito exótico de Leia como escrava de Jabba é o que mais me chamou atenção em termos de figurino. Fantástico! Mostra que ela amadureceu, junto com os fãs da época. Mas, mostra também, em seu design egípcio, uma independência feminina rara em tempos de machismo latente no cinema. A referência egípcia não é à toa; a sociedade egípcia antiga não era machista; as mulheres tinham os mesmo direitos dos homens. O fato de ela mesma ter aniquilado Jabba foi uma idéia interessante e justa. Ela demonstra que não é uma daquelas mocinhas inocentes e bobas que esperam que os mocinhos façam tudo para salvá-la. A mesma corrente que serviu para aprisioná-la foi usada como arma para sufocar Jabba. Tatooine, o planeta mais querido da saga, é mostrado de uma forma diferente: seu lado subterrâneo, marginal, cruel, escuro.
Quanto à lua Endor, com sua selva densa e alta, seus habitantes são talvez os mais fofinhos da saga: os Ewoks. Na época, eu, adolescente, achei meio babaca. Mas, hoje eu dou risada à vontade com as atrapalhações dos Ewoks, confesso. Neste episódio o humor foi bem longe. A perseguição nos speeders em Endor é uma das cenas mais marcantes do episódio.
Quanto à batalha para aniquilar a segunda Estrela da Morte, considero uma das mais ricas de todas, com quantidade imensa de naves e caças no espaço, mas, me chamou atenção a forma primitiva – a base de pau e pedra – que os Ewoks desmontam o alto poder tecnológico da equipe imperial na batalha em terra firme. O filme tem uma dinamicidade fantástica. Duas batalhas – no espaço e terra firme - acontecem aqui, acrescentado do drama entre o imperador, Darth Vader e seu filho, dentro da Estrela da Morte, portanto, três acontecimentos simultâneos.
Os diálogos no Star Wars VI são mais dramáticos e impressionantes do que os do Star Wars IV; faz-nos lembrar o drama do teatro grego antigo. E esses diálogos são inteligentemente cortados com ação em alta adrenalina, com ação e diálogo alternando entre si. Eu não suporto no Star Wars V aquele longo diálogo de quase 20 minutos quando Luke conhece Yoda ou no Star Wars IV quando Luke conhece Obi-Wan. Haja saco! Lembram as explicações enjoadas de Matrix I.
Não gosto de certas escolhas de George Lucas para este filme. Rancor poderia ter corpo de homem gordo como no projeto inicial e não ser um monstro nojento, eu não gosto de robôs como EV-9D9, pertencente à Jabba. Já acho a criação do poço com boca (Sarlacc) interessante. Aquelas cenas de Sarlacc me fez lembrar os filmes de piratas de sessão da tarde. Gosto também do Almirante Ackbar, líder dos rebeldes, com cabeça de peixe. Acho divertido.
Sempre considerei o episódio VI da saga, em certa medida, uma repetição do IV, uma vez que se repete a célebre cena da cantina de Star Wars IV com as criaturas esquisitas retratada na festa do palácio de Jabba e também as repetições do resgate da princesa Leia, da destruição da Estrela da Morte e da comemoração final. Muito similares os episódios entre si.
Mas, Star Wars VI é riquíssimo, tem humor, romance e muita ação, nesse aspecto nos lembra o Star Wars II. Tem os Walkers AT-ST, que parecem galinhas mecânicas, muitas naves, inclusive as em formato em Y do Império, tem o trono do Imperador, tem o almirante Ackbar, tem Darth Vader sem máscara (somente no Star Wars III vemos esta cena e, parcialmente, no Star Wars V), então é muita informação prá um filme só.
O toque final onde Anakin Skywalker jovem – na versão remasterizada - aparece ao lado de Yoda e Obi-Wan é uma bela sacada do mestre Lucas. O ator velho que bancou o Darth Vader nesta cena final na versão original deve ter ficado puto da vida.
Star Wars I – A Ameaça Fantasma
Este episódio mostra Anakin (Darth Vader) criança. Tem o mérito de finalmente revelar Yoda e Jabba – que antes quase não se mexiam direito – em toda sua extensão, de corpo inteiro, cheios de mobilidade. É o primeiro misturando bonecos de ventríloquo com criaturas digitais, cenários de maquete com desenho digital. Ficou interessante! Outro mérito é nos apresentar, com riqueza de detalhes, o planeta Coruscant, com seus arranha-céus.
Um dos focos mais marcantes dessa nova trilogia é o troca-troca fantástico de roupa dos personagens principais. O figurino que mais muda e que é mais fascinante é o da Rainha Amidala.
Neste episódio somos apresentados ao aprendiz de Lorde Sidious, o espetacular Darth Maul, um dos anti-heróis mais amados pelos fãs de Star Wars, no mesmo nível de Boba Fett. Uma pena que este personagem morre no mesmo episódio em que foi apresentado. Assim como Lorde Dookan, ele merecia morrer um episódio à frente, para voltarmos a vê-lo. Assim como Darth Maul, o cavaleiro Jedi Qui-Gon também nos é apresentado e logo morto no mesmo episódio.
Uma das cenas mais marcantes é a corrida de Pods de Tatooine. Imagine em 3D como vai ficar? Aliás, a equipe teve de voltar à Tunísia para filmar o planeta de origem dos Skywalker. A apresentação deste planeta, no episódio I e II, é a mais completa e gratificante de toda a saga. Uma cena marcante – que foi temperada com bastante humor por parte de Lucas – foi a destruição da nave de Guerra da Federação pelo garoto Anakin em piloto automático; outra cena marcante e uma das lutas mais belas de toda a saga é a luta com sabre de luz entre Darth Maul e os dois cavaleiros Jedi.
As grandes novidades tecnológicas são os dróides com escudos circulares, a cidade submersa dos Gungans e a nave estelar da rainha em forma de lágrima, toda cromada, refletindo a luz como um espelho, toda limpa, bem pintada, sem amasso ou sujeira, contrariando o universo Star Wars. Esta nave real e outras naves e speeders faz deste episódio o mais limpo da saga.
Se há três batalhas ou acontecimentos importantes simultâneos no Star Wars VI, aqui há quatro! Batalhas ou lutas importantes acontecendo: a batalha dos Gungans em terra firme, a luta da Rainha e de seu séquito contra a Federação, a luta de sabre de luz entre os dois Jedi e Darth Maul e, finalmente, a batalha espacial para destruir a nave da Federação, cujo objetivo foi atingido pelo garoto Skywalker e o robô R2-D2. Aliás, esta nave, uma das mais marcantes de toda a saga, parece uma rosca com uma pequena mordida e uma bola de tênis no centro. Acho o design fantástico!
Como pontos negativos, tenho muita vergonha de personagens como os Gungans, Sebulba, Jar Jar Binks, Watto, entre outras idiotices de Star Wars que eu faço de conta que não existem.
Star Wars II – Ataque dos Clones
Esse filme é um dos mais complexos da saga. Se for comparar com a história um tanto simples do episódio I ou de Star Wars original (Uma Nova Esperança), este filme talvez seja onde mais coisas acontecem, criando uma rede de complexidades quase inconcebível. Este é o mais shakespeariano dos episódios Star Wars; remete-nos a Romeu e Julieta, Otelo, Macbeth.
Aqui o planeta Coruscant é explorado ainda mais. O figurino da caçadora de recompensas Zam Wesell (aquela moça transmorfa) é uma das criações mais marcantes de Star Wars, onde couro e ferro são misturados de forma harmônica.
Outro fato marcante são os desfiles de moda proporcionados pelos trajes elegantes e ousados de Padmé Amidala. Lembra-me Grace Kelly e seus vestidos nos filmes de Hitchcock.
O planeta Naboo, terra natal de Padmé, é apresentado como um paraíso no Universo. A influência da paisagem e arquitetura é a Itália, para dar um ar romântico. Aliás, este episódio é o mais romântico da saga. Mas, também com ação em terra firme, em Geonosis, muito complexo. É o maior combate Jedi da saga, onde vemos mais sabres de luz sendo usados.
O aprendiz da Ordem Sith chamado Lorde Dookan é apresentado no lugar de Darth Maul, como discípulo de Lorde Sidious. Neste episódio o elemento mais marcante é a presença do exército de clones – para substituir dróides – criado para a República. O que nos leva para o planeta Kamino; muito interessantes são as criaturas deste planeta: criaturas delgadas, altas, pescoços esticados, corpos sem ossos. A perseguição de Jango Fett pelo Jedi Obi-Wan é umas das cenas mais marcantes de Star Wars. Toda a perseguição, a luta, o campo de asteróides, as explosões inusitadas das cargas explosivas sísmicas; aliás, o som destas explosões é uma surpresa neste capítulo.
Tatooine é recriado de uma forma surpreendente, cada vez com mais detalhes, adentrando em casas de fazendeiros e mostrando os acampamentos do povo nômade da areia.
Geonosis mostra os dróides sendo construídos por outros dróides. Cenas de cor quente, com cenas de ação surpreendente em fábricas de robôs e arenas fantasmagóricas. A batalha que é travada aqui entre a Federação e o Exército dos clones é uma das mais complexas da saga. Pela primeira vez a marcha imperial é ouvida na nova trilogia, quando vemos o grande exército dos clones. Esta mesma marcha será usada como leitmotiv de Lorde Vader. Aqui também Anakin começa, aos poucos, a virar homem-máquina, com seu braço – arrancado por Lorde Dookan – sendo substituído por um braço mecânico.
Pontos negativos: O speeder Jedi amarelo que aparece neste filme é um dos mais feios e infantis. Parece brinquedo de parque de diversões, muito limpinho e pintadinho pro meu gosto. O único speeder interessante é o do meio-irmão de Anakin, Owen Lars. Parece muito com aquele speeder do Retorno de Jedi, na lua de Endor.
Star Wars III – A Vingança dos Sith
O nome Sith vem de uma referência egípcia antiga; o deus Seth era, para os egípcios, a divindade do caos, da maldade, da tempestade. Era uma divindade maléfica, da época dos Faraós. O nome Sith em Star Wars serve para nomear uma Ordem do lado sombrio da Força, liderado, naquele momento, pelo Chanceler Palpatine. A referência ao deus egípcio não é citada em nenhum material extra de Star Wars, mas, não é preciso ser historiador especializado para ter ouvido falar do deus Seth na história da antiguidade egípcia. Eu que visitei o Egito em 2006, ouvi a guia espanhola falar mais no deus Seth do que em Tutakamon, por exemplo.
Há de se considerar que, se o ataque do Império com os Walkers em Star Wars V era considerada uma obra-prima para aquele tempo, a abertura de Star Wars III é uma obra-prima para o nosso tempo. O salto do IV pro V é gritante; e o mesmo ocorre entre o II e o III. É a abertura mais complexa e longa de toda a saga. Eu adoro rever tudo aquilo. Quando os dois caças Jedi mergulham logo abaixo de uma nave-mãe, vê-se que a galáxia está em guerra. É a guerra, desta vez, tendo à frente o temível General Grivous, um dos meus personagens prediletos e, acredito, de todos os fãs da saga. Mais máquina do que humano e com seus quatro braços e quatro sabres, Grivous é um bandido marcante na saga. Acredito que, além dele, bandidos que mais me marcaram foram Darth Vaders, Darth Maul e os caçadores de recompensa Zam Wesell, Jango Fett e Boba Fett.
Aqui Palpatine se revela como traidor da República. Percebe-se que R2-D2 pode fazer muito mais coisas do que na trilogia clássica. Plataformas de pouso em Star Wars são personagens e, aqui, a plataforma de pouso de Utapau e o mais belo e original. Aliás, de toda a saga. Não há speeders aqui neste episódio. Mas, um dos personagens que mais gosto é o líder do povo mustafaniano, com seu roupão rubro; adoro aquele ator que recebe Obi-Wan em Utapau, com seus dentes inesquecíveis.
Certamente é o episódio mais obscuro da saga. É o mais cru. O assassinato de Lorde Dookan, onde a cabeça é arrancada por dois sabres, é o mais cruel que já houve em Star Wars. O sonho de Padmé de ter seu filho em Naboo nunca se realiza aqui; aquele paraíso bastante explorado no Star Wars II aqui surge nebuloso para mostrar o enterro de Padmé. O corpo queimado, em carne viva, de Anakin e seus olhos amarelos em ódio fazem o filme beirar o gênero terror. Muitos fãs consideram Star Wars III e V os melhores da saga. São os mais sérios, realmente. E também o Star Wars III e V, coincidentemente, são os mais estrangeiros dos episódios. São os únicos Star Wars que as cenas não se desenrolam nos planetas de origem nem de Padmé e nem de Anakin. Tatooine e Naboo não aparecem como pontos importantes de ação nos dois episódios. Naboo aparece por alguns segundos no enterro de Padmé e Tatooine, no final, na entrega do bebê Luke aos pais adotivos.
Muita coisa acontece aqui de dramático e histórico: a morte de Padmé, a sedução de Anakin pelo Imperador, o nascimento de Luke e Leia, o batismo de Darth Vader.
Uma cena clássica é a da ópera estelar. A cena onde o líder dos bandidos assiste uma ópera do alto do teatro é um estereótipo em filmes de gângsteres. Foi uma boa citação de Lucas neste episódio. A música extremamente futurista e a encenação da ópera ficaram muito boas no filme. Eu adorei. Espetacular!
Star Wars III é recheada de cenas marcantes e emocionantes como a luta entre Anakin e Obi-Wan, que reduz qualquer luta de sabre da trilogia clássica em mero treino em câmera lenta. A luta em meio à lava, em Mustafar, tem uma conotação cataclísmica e dramática, que complementa a cena da ópera anterior. A transformação paulatina da tropa clone em stormtrooper é fantástica. Outra cena emocionante é a execução da Ordem 66, onde todos os Jedi devem ser eliminados, com o adágio orquestral mais belo e tocante da saga, com um coro melancólico e nostálgico, de fundo.
Há os pontos negativos, como sempre: Yoda pulando demais na luta contra Palpatine, mesmo estando velho para isso; inserção de animais ridículos como o lagarto Boga e os chatos wookiees, dentre eles, Chewbacca, que eu acho um porre; interpretações ridículas de Hayden (Anakin), fazendo biquinho o tempo inteiro; a aparência estranha da máscara de Darth Vader – neste episódio – artificialmente simétrica (a da trilogia clássica era mais artesanal e assimétrica), dentre outras coisas que é melhor fazer de conta que não vimos. Afinal, Star Wars é só prá curtir e não prá ficar analisando demais. Vejamos o lado bom da Força.
Denison Rosario.
Star Wars - Nova Trilogia X Trilogia Clássica

Trilogia Clássica X Trilogia Nova
Há quem só respeite a trilogia clássica, há também quem goste das duas, porém, gostam mais de um episódio que de outro...francamente, eu adoro todos os seis episódios e acho que todos têm seus pontos negativos e positivos. Quem começar a ver a saga pela nova trilogia terá a tendência de preferir essa, e quem começar pela clássica, terá a tendência de preferir a clássica. Tudo depende da idade e da experiência com Star Wars. No tempo da trilogia clássica, os coroas não curtiam aquele tipo de filme, era direcionado para o público infanto-juvenil. Hoje os coroas, como eu, compartilham com as crianças e jovens a nova trilogia. Existem os rancorosos, que não aceitam a nova trilogia. A verdade é que o valor da trilogia clássica reside no fato de ter-se conseguido realizar tais filmes numa época onde seria, teoricamente, impossível. A nova trilogia favorece a amplitude da expressão artística, devido ao avanço da tecnologia usada na produção dos filmes, sendo que os efeitos usados não foram inéditos como foram os de outrora; a grande mágica da trilogia clássica está em toda produção da época que foi envolvida para desenvolver tais efeitos sonoros e visuais. Mas, uma não pode ser comparada à outra. Imagino que um garoto hoje, que conheceu primeiro a trilogia nova, estranhe Star Wars IV, mas, eu, quando assisto, me emociono com as imagens, porque faz parte de minha infância. E a trilogia clássica estava além de seu tempo; a nova trilogia está inserida no seu, mas, não está além.
Aliás, queria deixar registrado aqui que os únicos personagens que estão em todos os episódios da saga são Anakin, Obi-Wan, R2D2 e C-3PO. Mas, considerando que Obi-Wan aparece no V e no VI em forma de espectro, Anakin aparece em idades e aspectos diferentes e C-3PO aparece no primeiro ainda sem o casco dourado, portanto, irreconhecível, então, o robô R2D2 é o único personagem que se apresenta, como tal, em todos os episódios.
Podemos perceber também que a trilogia nova nos presenteou com mais papéis femininos do que a clássica, quase absolutamente masculina; em contrapartida, talvez a trilogia nova ficasse melhor se George Lucas desse para outras pessoas dirigirem, como fez com a trilogia clássica. Só há um duelo de sabres de luz nos clássicos em cada filme, enquanto nos novos os duelos são muitos, mais demorados, movimentos mais rápidos e mais complexos.
Apesar dos fãs buscarem algo de filosófico na saga, acho que o forte aqui não é a filosofia. Há falhas nos roteiros quanto a isso, e também falhas em algumas atuações e na inserção de alguns personagens em todos os episódios, mas, Star Wars são filmes de ação, o que vale aqui são os sabres de luz, os tiros a laser, o figurino, os planetas e luas, as plataformas de pouso, as naves, as máquinas, os dróides, os alienígenas e os mestres e discípulos de ambos os lados da Força; enfim, são filmes de ação, com uma magia especial, por causa do gênero ficção científica, por causa da qualidade dos efeitos especiais que tornam coisas impossíveis acontecerem na tela; são filmes de ação, para relaxar e degustar, apenas.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Essa é de meu colega Professor Fidel:
O MITO DA NOSSA CAVERNA
Tempos passados vivíamos no Brasil o romantismo da pobreza, travestida de cultura ou o estigma de uma classe. Os pobres eram lembrados em canções que faziam apologia à vida simples dos morros e favelas e imortalizadas, em letra e música, no cancioneiro nacional como Barracão de zinco, Ave Maria no morro, Saudosa maloca, Trem das onze e algumas outras. Nesse ínterim, as elites, no comando dos poderes públicos, “entendiam” que os pobres eram felizes em seu “status quo” e cuidavam de extrair-lhes, sorrateiramente, o voto e os serviços pouco ou nada qualificados, dando-lhes o falso sentimento de valorização e elevada auto-estima pelo simples contato com detentores de poder político, social e financeiro. Viviam na caverna, contemplando sombras sem perceber o quanto eram explorados e nem o mundo de luzes que havia lá fora. Desconheciam as oportunidades de acesso a uma educação de qualidade, por exemplo, que lhes capacitassem a ir além da necessária “assinatura” na folha de votação. Finalmente, o desenvolvimento social e tecnológico iluminou a caverna e de lá saíram, atônitos e encantados, como neo-alforriados, ávidos por inserção num mundo novo. Mas, como num passado mais remoto, não tinham estrutura para se inserirem no mundo legal e se apropriarem, dignamente, de tantos recursos e possibilidades, são, agora, cooptados pelo crime. De forma semelhante, as modernas tecnologias, lideradas pela internet e recursos computacionais, revelam que vivíamos em cavernas, onde a força que movia o mundo vinha do vigor físico (hoje a cargo das máquinas) e dos recursos financeiros.
Deslumbrados com tantas opções e possibilidades inexistentes no passado, questionamos: como a humanidade conseguiu sobreviver por tanto tempo sem os recursos, confortos e conveniências da pós-modernidade? Como a espécie humana sobreviveu e ainda sobrevive, em regiões remotas, sem água tratada, rede de esgotos, coleta regular de lixo e sua devida destinação; sem os avanços da medicina; sem o poder da mídia e dos recursos computacionais? Por outro lado, refletindo razoavelmente sobre a contemporaneidade, numa leitura crítica do nosso entorno social amplo, perguntaríamos: até onde e por quanto tempo a humanidade vai resistir às guerras tecnológicas; às várias formas de poluição; à incoerência do ser humano e sua incompatibilidade com seu semelhante? Até quando resistirá à ferocidade do capitalismo selvagem que supervaloriza o ter em detrimento do ser (humano), sob os auspícios das tecnologias, quando inapropriadamente aplicadas? Assumimos o risco de, egressos da caverna de Platão, adentrarmos a caverna dos gênios das tecnologias e vivermos nas sombras dos nossos valores mais nobres.
A polêmica se acirra porque as tecnologias, como a própria existência, repousam sobre valores ambivalentes, potencializando possibilidades para todos os propósitos. No plano temporal, tudo fica na dependência do único ser pensante: o homem. Estabelece-se, então o dilema: qual lado está aplicando “melhor” os avanços tecnológicos? Valeu a pena sair da caverna?
Diante de tantas considerações possíveis de serem levantadas, fica a esperança de que as tecnologias avancem e, paralelamente, o homem se re-humanize para usá-las para o bem. Para coibir a corrupção e o crime; para potencializar os processos de aprendizagem e melhorar a educação; para estimular o diálogo numa dimensão universal; para que a família reassuma seu relevante papel na sociedade e para que Deus permei a mente e o coração dos seres humanos.
O MITO DA NOSSA CAVERNA
Tempos passados vivíamos no Brasil o romantismo da pobreza, travestida de cultura ou o estigma de uma classe. Os pobres eram lembrados em canções que faziam apologia à vida simples dos morros e favelas e imortalizadas, em letra e música, no cancioneiro nacional como Barracão de zinco, Ave Maria no morro, Saudosa maloca, Trem das onze e algumas outras. Nesse ínterim, as elites, no comando dos poderes públicos, “entendiam” que os pobres eram felizes em seu “status quo” e cuidavam de extrair-lhes, sorrateiramente, o voto e os serviços pouco ou nada qualificados, dando-lhes o falso sentimento de valorização e elevada auto-estima pelo simples contato com detentores de poder político, social e financeiro. Viviam na caverna, contemplando sombras sem perceber o quanto eram explorados e nem o mundo de luzes que havia lá fora. Desconheciam as oportunidades de acesso a uma educação de qualidade, por exemplo, que lhes capacitassem a ir além da necessária “assinatura” na folha de votação. Finalmente, o desenvolvimento social e tecnológico iluminou a caverna e de lá saíram, atônitos e encantados, como neo-alforriados, ávidos por inserção num mundo novo. Mas, como num passado mais remoto, não tinham estrutura para se inserirem no mundo legal e se apropriarem, dignamente, de tantos recursos e possibilidades, são, agora, cooptados pelo crime. De forma semelhante, as modernas tecnologias, lideradas pela internet e recursos computacionais, revelam que vivíamos em cavernas, onde a força que movia o mundo vinha do vigor físico (hoje a cargo das máquinas) e dos recursos financeiros.
Deslumbrados com tantas opções e possibilidades inexistentes no passado, questionamos: como a humanidade conseguiu sobreviver por tanto tempo sem os recursos, confortos e conveniências da pós-modernidade? Como a espécie humana sobreviveu e ainda sobrevive, em regiões remotas, sem água tratada, rede de esgotos, coleta regular de lixo e sua devida destinação; sem os avanços da medicina; sem o poder da mídia e dos recursos computacionais? Por outro lado, refletindo razoavelmente sobre a contemporaneidade, numa leitura crítica do nosso entorno social amplo, perguntaríamos: até onde e por quanto tempo a humanidade vai resistir às guerras tecnológicas; às várias formas de poluição; à incoerência do ser humano e sua incompatibilidade com seu semelhante? Até quando resistirá à ferocidade do capitalismo selvagem que supervaloriza o ter em detrimento do ser (humano), sob os auspícios das tecnologias, quando inapropriadamente aplicadas? Assumimos o risco de, egressos da caverna de Platão, adentrarmos a caverna dos gênios das tecnologias e vivermos nas sombras dos nossos valores mais nobres.
A polêmica se acirra porque as tecnologias, como a própria existência, repousam sobre valores ambivalentes, potencializando possibilidades para todos os propósitos. No plano temporal, tudo fica na dependência do único ser pensante: o homem. Estabelece-se, então o dilema: qual lado está aplicando “melhor” os avanços tecnológicos? Valeu a pena sair da caverna?
Diante de tantas considerações possíveis de serem levantadas, fica a esperança de que as tecnologias avancem e, paralelamente, o homem se re-humanize para usá-las para o bem. Para coibir a corrupção e o crime; para potencializar os processos de aprendizagem e melhorar a educação; para estimular o diálogo numa dimensão universal; para que a família reassuma seu relevante papel na sociedade e para que Deus permei a mente e o coração dos seres humanos.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
SOBRE O DEEP PURPLE
Entre a Sagrada Trindade do Heavy Metal: Sabbath, Zeppelin e Purple, considero o Deep Purple a melhor banda. O trunfo do Zeppelin talvez seja nunca ter mudado a formação inicial e sua performance ao vivo e o do Sabbath, a identidade heavy mais definida, mais purista. O Deep Purple vence pela qualidade instrumental dos seus discos de estúdio. A banda passou por diversas mudanças de formação, além de um hiato de oito anos (1976-84). As formações do período 1968-76 foram comumente chamadas de Mark I, II, III e IV. Sua segunda formação, a mais bem-sucedida comercialmente, contou com Ian Gillan (vocal), Ritchie Blackmore (guitarra), Jon Lord (teclado), Roger Glover (baixo) e Ian Paice (bateria). Esta formação esteve em atividade de 1969 a 1973, e foi reunida de 1984 a 1989 e, brevemente, em 1993, antes que as rixas entre Blackmore e os outros membros da banda se tornassem intransponíveis.
Jon Lord e Ian Paice foram os únicos integrantes que sempre estiveram presentes na banda em todas as fases. Mas, Don Airey substituiu Jon Lord nos teclados em 2002, fazendo de Ian Paice o único integrante que nunca saiu.
Os melhores discos da banda contam com os músicos Lord, Paice e Blackmore, como integrantes fixos, com exceção de Come Taste the Band, que é muito bom, e é sem Blackmore. Isso é interessante porque faz da banda a única da Tríade onde o vocalista não é a peça mais importante, mas, os músicos. A importância de Ozzy e Robert Plant são cruciais nas suas respectivas bandas, no Purple não ocorre isso. A marca da banda sempre foi a mistura de guitarra e teclado, com riffs simples e fortes e solos vigorosos. Sua canção mais conhecida é Smoke on the Water, gravada em 1972.
Fase inicial:
O primeiro disco, Shades of Deep Purple, com Rod Evans nos vocais, foi lançado em setembro de 1968. Recheado de regravações (incluindo versões progressivas de Help, dos Beatles, e Hey Joe, de Jimi Hendrix), o disco estourou nas paradas de sucesso dos EUA com uma música de Joe South: Hush, o primeiro single da banda. No disco já vemos todos os elementos musicais da banda. As viagens instrumentais – duelos entre teclados e guitarra - de Mandrake Root e And The Address já é bem a cara do Purple. Em I’m so Glad temos uma introdução demorada dos teclados, como em Lazy, anos depois. Eu gosto deste disco, mas, ainda é imaturo. Nota 7
O segundo disco: Em dezembro do mesmo ano, quando o segundo disco The Book of Taliesyn já havia sido lançado, eles fizeram sua primeira turnê na América, acompanhando o Cream. Apesar de estiloso no cantar, Rod Evans nunca foi lembrado como um vocalista importante do Purple. Só marcou Gillan e Coverdale. Também com regravações: River Deep, Mountain High (sucesso na voz de Tina Turner), We Can Work it Out (Beatles) e Kentucky Woman (Neil Diamond). A composição Wring That Neck sobreviveu, no setlist do grupo, à extinção da formação no ano seguinte. Foi o veículo de algumas das mais inspiradas trocas de solos entre Blackmore e Lord. Nota 6
O terceiro disco lançado na Inglaterra quando a nova formação, com Ian Gillan, com sua proposta sonora mais ousada, estreou. O primeiro vocalista da banda não dava gritos de banshee e não estava acompanhando o desenvolvimento dos outros integrantes da banda. Jon Lord também estava finalizando seu Concerto for Group & Orchestra; na verdade, este último mais uma realização de Lord do que da banda. Nota 6.
Nova Fase, In Rock, chegada de Gillan e Glover - Gritos
Nesse período, além de mostrarem o novo tipo de composição idealizado por Lord (unindo as linguagens da música erudita e do rock), os ingleses de todas as classes sociais conheceram Child in Time, composta ainda em Hanwell. A composição mostra tudo o que a nova formação trazia de novo em relação à anterior: mudanças de ritmo, solos poderosos, gritos de banshee e risadas diabólicas. O novo Deep Purple era elétrico e explosivo, e isso ficaria muito claro no primeiro disco da nova formação - In Rock, lançado em abril de 1970. Os ingleses puderam conhecer faixa por faixa do novo disco via BBC durante os vários meses que levaram ao lançamento. Conheceram inclusive faixas inéditas, como Jam Stew, e uma versão primitiva de Speed King chamada Kneel and Pray. Esta faixa de abertura já mostra um início confuso, explosivo, uma explosão como entrada....depois fica só o teclado com seu timbre leve...e então, entra o maravilhoso rock Speed King, uma maravilha do Deep Purple. O Hard rock surge daí. Nesta faixa os diálogos entre teclados e guitarras continuam forte. Belo début da voz de Gillan. A faixa seguinte Bloodsucker confirma a tradição heavy de associação com sangue. Um belo rock’n’roll...uma das faixas que eu mais gosto da banda. Child in Child é a música que mais chama a atenção pela complexidade. Esse é um disco de lado B muito bom. Adoro rocks quadrados e sem freios como Flight of the Rat (com frases e solos belíssimos de guitarra), Into The Fire – que eu adoro – e o quase heavy metal Hard Lovin Man (essa canção me lembra Jimi Hendrix na voz de Gillan, não fosse os gritos estridentes). Black Night é single desse tempo. Um sucesso. Que bateria maravilhosa...essa banda é uma farra mesmo...uma festa do bom rock’n’roll. Nota 10
Fireball, mais experimental
O segundo disco da Fase II foi Fireball, que mantém a eletricidade, mas, envereda por um caminho mais experimental. Até um country ("Anyone's Daughter") o disco inclui, ao lado de longos instrumentais como os de "Fools", músicas experimentais como “The Mule” e rocks mais próximos dos que havia no disco anterior, como "Strange Kind of Woman". A faixa de abertura “Fireball” mostra uma bateria furiosa e um entrosamento extraordinário. Há músicas levemente suingadas como “No no no”, e há mesmo uma deliciosa balada (quase um blues), sem ser meloso, no estilo Deep Purple, com um suingue bem legal: “Demons Eyes”. Os duelos entre os teclados e a guitarra estão impecáveis. Este disco é muito bom. Cruel mesmo...exemplo disso é a visceral e ritmada “No One Came”. Os shows da turnê de 1971, disponíveis apenas em gravações piratas, mostram uma banda mais madura e mais ousada. É nessa turnê que Ian Gillan começa a fazer duelos de sua voz com a guitarra de Blackmore, por exemplo. Nota 8.
Smoke on the Water & Machine Head, o melhor da banda
A gravação de Machine Head foi na Suiça. Talvez o melhor disco de todos os tempos da banda, com sua música mais famosa “Smoke on the Water”. A história inteira da gravação é contada em poucas palavras na música, a última a ser gravada no disco. Blackmore havia criado um riff que não fora usado. Não havia letra. Então veio a ideia de escrever sobre o que acontecera na gravação do disco. Gillan afirma que eles estavam num bar quando Roger Glover escreveu num guardanapo o título da música (que significava "fumaça sobre a água", uma boa descrição da fotografia que um jornal publicou no dia seguinte ao incêndio). Glover diz que a expressão lhe surgiu em um sonho e que Gillan lhe respondeu: "não vai rolar; parece nome de música sobre drogas, mas nós somos uma banda que bebe". O disco é quase todo tocado nos shows da banda desde então. “Highway Star” e “Lazy” também são marcos. Na verdade, o disco todo é impecável! O disco com melhor mixagem, som e entrosamento da banda. Nota 10
Who Do We Think, o mais negligenciado
O ano de 1972 é movimentadíssimo, e nele o Deep Purple chegou pela primeira vez ao Japão, onde foi gravado seu mais famoso disco ao vivo, Made in Japan; com esta formação, é um dos melhores AO VIVO de todos os tempos. Na Itália, o grupo também preparava a gravação de Who Do We Think We Are. Um ótimo disco negligenciado pelos fãs. Tem um belo hit: Woman from Tokio, presente em todos os setlists da banda. Canção com um recheio psicodélico no centro. Rocks deliciosos suingados como Mary Long, a deliciosa e riffada Super Trouper, com sua bateria de efeito, e outros presentes delicioso como Smooth Dancer, a misteriosa e gritada Rat Bat Blue...são canções maravilhosas...uma festa...que fazem o nome do Deep Purple e que eu adoro. O delicioso blues Place in Line dá um sal no tempero. O disco acaba bem com a boa e tranquila Our Lady. Grande disco sem temas ou riffs famosos. O ritmo de trabalho da banda, porém, custou caro a eles. Nota 9.
Terceira Fase, sem Gillan e Glover, mais suingada ainda: Burn
O primeiro novo integrante recrutado para o Deep Purple, logo após o fim da Fase II, foi o baixista Glenn Hughes, que cantava e tocava baixo no Trapeze. A dupla habilidade empolgou Blackmore e Lord, mas ele não seria deixado sozinho nos vocais. Enquanto seguia a busca pelo novo vocalista, o guitarrista Blackmore e Hughes iam se conhecendo e tocando juntos. O que se tornaria o blues "Mistreated", sem a letra, foi composto nessa época. A hipótese de tocar o grupo com apenas quatro membros foi cogitada, mas a ideia de ter dois vocalistas falou mais alto. Ai surgiu David Coverdale. Em 9 de setembro, o novo grupo se trancou por duas semanas no Castelo de Clearwell para compor. Empolgadíssimo, Coverdale escreveu quatro letras diferentes para a música que seria "Burn". Em novembro, foi gravado o disco Burn, novamente em Montreux, com a mesma unidade móvel dos Rolling Stones com que foi gravado Machine Head. A nova equipe estrearia no palco em 8 de dezembro, na Dinamarca. Era a estreia da Fase III do Deep Purple. O disco só sairia em 1974. É o melhor disco dessa formação. O novo som era marcado pela maior velocidade e técnica de Blackmore na guitarra e pela tensão entre os dois cantores. No estúdio, os duetos eram perfeitos. No palco, Hughes punha a trabalhar toda a potência de seus pulmões sempre que podia, muitas vezes chegando a intimidar Coverdale. O baixista e cantor também acrescentou à receita do Deep Purple uma boa pitada de tempero funky - que Blackmore aceitou inicialmente a contragosto, por entender que apesar de este estilo estar nas paradas de sucesso da época, não fazia parte, até então, dos elementos constitutivos do som do Deep Purple. Made in Europe, marca o melhor desempenho ao vivo e Burn, o melhor de estúdio dessa formação. O disco é todo bom. Nota 10.
Stormbringer, uma recaída
A terceira formação do Deep Purple acabaria um ano depois de California Jam, em 7 de abril de 1975, uma semana antes de Blackmore completar 30 anos de idade. Era a turnê de lançamento do disco Stormbringer na Europa. Com ainda mais balanço funk, o disco desagradou bastante a Blackmore. Metade do disco é bom. Há as boas Hold On, a rapidinha Lady Double Dealer e a funkyada High Ball Shooter, uma festa, além da canção que dá título ao disco, que eu considero a melhor canção do Purple. O resto do disco eu acho fraco. É um disco desigual. Nota 7.
Sem Blackmore - Come Taste the Band, o mais suingado de todos, muito bom
Blackmore já tinha algumas ideias na cabeça, e ao sair já tinha uma nova banda formada: o Rainbow. Decidiram continuar, convidando o guitarrista Tommy Bolin, o primeiro norte-americano a fazer parte do grupo. Com essa formação (Fase IV), gravam Come Taste the Band, ainda mais suingado. A turnê é complicada, um tanto devido aos problemas de Bolin e Hughes com drogas. Mas, é um disco delicioso. Sem quase ninguém da banda original, a banda não perde sua linguagem.Os slides de Bolin e a pegada especial nas cordas do baixo de Hughes dão um gosto diferente e revigorante no tempero da banda. O disco é todo delicioso e suingado. Uma festa. Nota 10.
Retorno fraco em 1984
Perfect Strangers é um disco moderno, bem anos 80, ruim, mas, marca o retorno da formação mais famosa do Deep Purple. Eu, particularmente, não gosto. Nota 4.
Purpendicular e Morse
Façamos justiça à banda. os melhores discos são dos anos 70, mas, com Steve Morse, em 1996, a banda se revitaliza e volta com um disco bom: Purpendicular, com baladas deliciosas, pesadas e hards bem no estilo Purple, trazendo novos elementos, porém valorizando os desafios entre guitarras e órgão que criou a identidade da banda.
Nota 8.
Nota 4: Perfect Strangers;
Nota 6: The Book of Taliesyn; D Purple III.
Nota 7: Shades of DP; Stormbringer;
Nota 8: Fireball; Purpendicular;
Nota 9: Who Do We Think We Are;
Nota 10: In Rock; Machine Head; Burn; Come Taste the Band;
Discografia – Só os melhores:
• Fase I
o Shades of Deep Purple, Setembro, 1968 Nota 6
o The Book of Taliesyn, Dezembro, 1968 Nota 6
o Deep Purple , Novembro, 1969 Nota 6
• Fase II - A
o In Rock, Junho, 1970 Nota 10
o Fireball, Setembro, 1971 Nota 8
o Machine Head, Março, 1972 Nota 10
o Who Do We Think We Are, Fevereiro, 1973 Nota 9
• Fase III
o Burn, Fevereiro, 1974 Nota 10
o Stormbringer, Dezembro, 1974 Nota 7
• Fase IV
o Come Taste the Band, Outubro, 1975 Nota 10
Melhores formações do Deep Purple
Fase I "MK I"
(1968-1969) • Rod Evans - vocais
• Ritchie Blackmore - guitarra
• Jon Lord - teclado
• Nick Simper - baixo
• Ian Paice - bateria
Fase II "MK II"
(1969-1973) • Ian Gillan - vocais
• Ritchie Blackmore - guitarra
• Jon Lord - teclado
• Roger Glover - baixo
• Ian Paice - bateria
Fase III "MK III"
(1973-1975) • David Coverdale - vocais
• Ritchie Blackmore - guitarra
• Jon Lord - teclado
• Glenn Hughes - baixo,vocais
• Ian Paice - bateria
Fase IV "MK IV"
(1975-1976) • David Coverdale - vocais
• Tommy Bolin - guitarra
• Jon Lord - teclado
• Glenn Hughes - baixo,vocais
• Ian Paice - bateria
Jon Lord e Ian Paice foram os únicos integrantes que sempre estiveram presentes na banda em todas as fases. Mas, Don Airey substituiu Jon Lord nos teclados em 2002, fazendo de Ian Paice o único integrante que nunca saiu.
Os melhores discos da banda contam com os músicos Lord, Paice e Blackmore, como integrantes fixos, com exceção de Come Taste the Band, que é muito bom, e é sem Blackmore. Isso é interessante porque faz da banda a única da Tríade onde o vocalista não é a peça mais importante, mas, os músicos. A importância de Ozzy e Robert Plant são cruciais nas suas respectivas bandas, no Purple não ocorre isso. A marca da banda sempre foi a mistura de guitarra e teclado, com riffs simples e fortes e solos vigorosos. Sua canção mais conhecida é Smoke on the Water, gravada em 1972.
Fase inicial:
O primeiro disco, Shades of Deep Purple, com Rod Evans nos vocais, foi lançado em setembro de 1968. Recheado de regravações (incluindo versões progressivas de Help, dos Beatles, e Hey Joe, de Jimi Hendrix), o disco estourou nas paradas de sucesso dos EUA com uma música de Joe South: Hush, o primeiro single da banda. No disco já vemos todos os elementos musicais da banda. As viagens instrumentais – duelos entre teclados e guitarra - de Mandrake Root e And The Address já é bem a cara do Purple. Em I’m so Glad temos uma introdução demorada dos teclados, como em Lazy, anos depois. Eu gosto deste disco, mas, ainda é imaturo. Nota 7
O segundo disco: Em dezembro do mesmo ano, quando o segundo disco The Book of Taliesyn já havia sido lançado, eles fizeram sua primeira turnê na América, acompanhando o Cream. Apesar de estiloso no cantar, Rod Evans nunca foi lembrado como um vocalista importante do Purple. Só marcou Gillan e Coverdale. Também com regravações: River Deep, Mountain High (sucesso na voz de Tina Turner), We Can Work it Out (Beatles) e Kentucky Woman (Neil Diamond). A composição Wring That Neck sobreviveu, no setlist do grupo, à extinção da formação no ano seguinte. Foi o veículo de algumas das mais inspiradas trocas de solos entre Blackmore e Lord. Nota 6
O terceiro disco lançado na Inglaterra quando a nova formação, com Ian Gillan, com sua proposta sonora mais ousada, estreou. O primeiro vocalista da banda não dava gritos de banshee e não estava acompanhando o desenvolvimento dos outros integrantes da banda. Jon Lord também estava finalizando seu Concerto for Group & Orchestra; na verdade, este último mais uma realização de Lord do que da banda. Nota 6.
Nova Fase, In Rock, chegada de Gillan e Glover - Gritos
Nesse período, além de mostrarem o novo tipo de composição idealizado por Lord (unindo as linguagens da música erudita e do rock), os ingleses de todas as classes sociais conheceram Child in Time, composta ainda em Hanwell. A composição mostra tudo o que a nova formação trazia de novo em relação à anterior: mudanças de ritmo, solos poderosos, gritos de banshee e risadas diabólicas. O novo Deep Purple era elétrico e explosivo, e isso ficaria muito claro no primeiro disco da nova formação - In Rock, lançado em abril de 1970. Os ingleses puderam conhecer faixa por faixa do novo disco via BBC durante os vários meses que levaram ao lançamento. Conheceram inclusive faixas inéditas, como Jam Stew, e uma versão primitiva de Speed King chamada Kneel and Pray. Esta faixa de abertura já mostra um início confuso, explosivo, uma explosão como entrada....depois fica só o teclado com seu timbre leve...e então, entra o maravilhoso rock Speed King, uma maravilha do Deep Purple. O Hard rock surge daí. Nesta faixa os diálogos entre teclados e guitarras continuam forte. Belo début da voz de Gillan. A faixa seguinte Bloodsucker confirma a tradição heavy de associação com sangue. Um belo rock’n’roll...uma das faixas que eu mais gosto da banda. Child in Child é a música que mais chama a atenção pela complexidade. Esse é um disco de lado B muito bom. Adoro rocks quadrados e sem freios como Flight of the Rat (com frases e solos belíssimos de guitarra), Into The Fire – que eu adoro – e o quase heavy metal Hard Lovin Man (essa canção me lembra Jimi Hendrix na voz de Gillan, não fosse os gritos estridentes). Black Night é single desse tempo. Um sucesso. Que bateria maravilhosa...essa banda é uma farra mesmo...uma festa do bom rock’n’roll. Nota 10
Fireball, mais experimental
O segundo disco da Fase II foi Fireball, que mantém a eletricidade, mas, envereda por um caminho mais experimental. Até um country ("Anyone's Daughter") o disco inclui, ao lado de longos instrumentais como os de "Fools", músicas experimentais como “The Mule” e rocks mais próximos dos que havia no disco anterior, como "Strange Kind of Woman". A faixa de abertura “Fireball” mostra uma bateria furiosa e um entrosamento extraordinário. Há músicas levemente suingadas como “No no no”, e há mesmo uma deliciosa balada (quase um blues), sem ser meloso, no estilo Deep Purple, com um suingue bem legal: “Demons Eyes”. Os duelos entre os teclados e a guitarra estão impecáveis. Este disco é muito bom. Cruel mesmo...exemplo disso é a visceral e ritmada “No One Came”. Os shows da turnê de 1971, disponíveis apenas em gravações piratas, mostram uma banda mais madura e mais ousada. É nessa turnê que Ian Gillan começa a fazer duelos de sua voz com a guitarra de Blackmore, por exemplo. Nota 8.
Smoke on the Water & Machine Head, o melhor da banda
A gravação de Machine Head foi na Suiça. Talvez o melhor disco de todos os tempos da banda, com sua música mais famosa “Smoke on the Water”. A história inteira da gravação é contada em poucas palavras na música, a última a ser gravada no disco. Blackmore havia criado um riff que não fora usado. Não havia letra. Então veio a ideia de escrever sobre o que acontecera na gravação do disco. Gillan afirma que eles estavam num bar quando Roger Glover escreveu num guardanapo o título da música (que significava "fumaça sobre a água", uma boa descrição da fotografia que um jornal publicou no dia seguinte ao incêndio). Glover diz que a expressão lhe surgiu em um sonho e que Gillan lhe respondeu: "não vai rolar; parece nome de música sobre drogas, mas nós somos uma banda que bebe". O disco é quase todo tocado nos shows da banda desde então. “Highway Star” e “Lazy” também são marcos. Na verdade, o disco todo é impecável! O disco com melhor mixagem, som e entrosamento da banda. Nota 10
Who Do We Think, o mais negligenciado
O ano de 1972 é movimentadíssimo, e nele o Deep Purple chegou pela primeira vez ao Japão, onde foi gravado seu mais famoso disco ao vivo, Made in Japan; com esta formação, é um dos melhores AO VIVO de todos os tempos. Na Itália, o grupo também preparava a gravação de Who Do We Think We Are. Um ótimo disco negligenciado pelos fãs. Tem um belo hit: Woman from Tokio, presente em todos os setlists da banda. Canção com um recheio psicodélico no centro. Rocks deliciosos suingados como Mary Long, a deliciosa e riffada Super Trouper, com sua bateria de efeito, e outros presentes delicioso como Smooth Dancer, a misteriosa e gritada Rat Bat Blue...são canções maravilhosas...uma festa...que fazem o nome do Deep Purple e que eu adoro. O delicioso blues Place in Line dá um sal no tempero. O disco acaba bem com a boa e tranquila Our Lady. Grande disco sem temas ou riffs famosos. O ritmo de trabalho da banda, porém, custou caro a eles. Nota 9.
Terceira Fase, sem Gillan e Glover, mais suingada ainda: Burn
O primeiro novo integrante recrutado para o Deep Purple, logo após o fim da Fase II, foi o baixista Glenn Hughes, que cantava e tocava baixo no Trapeze. A dupla habilidade empolgou Blackmore e Lord, mas ele não seria deixado sozinho nos vocais. Enquanto seguia a busca pelo novo vocalista, o guitarrista Blackmore e Hughes iam se conhecendo e tocando juntos. O que se tornaria o blues "Mistreated", sem a letra, foi composto nessa época. A hipótese de tocar o grupo com apenas quatro membros foi cogitada, mas a ideia de ter dois vocalistas falou mais alto. Ai surgiu David Coverdale. Em 9 de setembro, o novo grupo se trancou por duas semanas no Castelo de Clearwell para compor. Empolgadíssimo, Coverdale escreveu quatro letras diferentes para a música que seria "Burn". Em novembro, foi gravado o disco Burn, novamente em Montreux, com a mesma unidade móvel dos Rolling Stones com que foi gravado Machine Head. A nova equipe estrearia no palco em 8 de dezembro, na Dinamarca. Era a estreia da Fase III do Deep Purple. O disco só sairia em 1974. É o melhor disco dessa formação. O novo som era marcado pela maior velocidade e técnica de Blackmore na guitarra e pela tensão entre os dois cantores. No estúdio, os duetos eram perfeitos. No palco, Hughes punha a trabalhar toda a potência de seus pulmões sempre que podia, muitas vezes chegando a intimidar Coverdale. O baixista e cantor também acrescentou à receita do Deep Purple uma boa pitada de tempero funky - que Blackmore aceitou inicialmente a contragosto, por entender que apesar de este estilo estar nas paradas de sucesso da época, não fazia parte, até então, dos elementos constitutivos do som do Deep Purple. Made in Europe, marca o melhor desempenho ao vivo e Burn, o melhor de estúdio dessa formação. O disco é todo bom. Nota 10.
Stormbringer, uma recaída
A terceira formação do Deep Purple acabaria um ano depois de California Jam, em 7 de abril de 1975, uma semana antes de Blackmore completar 30 anos de idade. Era a turnê de lançamento do disco Stormbringer na Europa. Com ainda mais balanço funk, o disco desagradou bastante a Blackmore. Metade do disco é bom. Há as boas Hold On, a rapidinha Lady Double Dealer e a funkyada High Ball Shooter, uma festa, além da canção que dá título ao disco, que eu considero a melhor canção do Purple. O resto do disco eu acho fraco. É um disco desigual. Nota 7.
Sem Blackmore - Come Taste the Band, o mais suingado de todos, muito bom
Blackmore já tinha algumas ideias na cabeça, e ao sair já tinha uma nova banda formada: o Rainbow. Decidiram continuar, convidando o guitarrista Tommy Bolin, o primeiro norte-americano a fazer parte do grupo. Com essa formação (Fase IV), gravam Come Taste the Band, ainda mais suingado. A turnê é complicada, um tanto devido aos problemas de Bolin e Hughes com drogas. Mas, é um disco delicioso. Sem quase ninguém da banda original, a banda não perde sua linguagem.Os slides de Bolin e a pegada especial nas cordas do baixo de Hughes dão um gosto diferente e revigorante no tempero da banda. O disco é todo delicioso e suingado. Uma festa. Nota 10.
Retorno fraco em 1984
Perfect Strangers é um disco moderno, bem anos 80, ruim, mas, marca o retorno da formação mais famosa do Deep Purple. Eu, particularmente, não gosto. Nota 4.
Purpendicular e Morse
Façamos justiça à banda. os melhores discos são dos anos 70, mas, com Steve Morse, em 1996, a banda se revitaliza e volta com um disco bom: Purpendicular, com baladas deliciosas, pesadas e hards bem no estilo Purple, trazendo novos elementos, porém valorizando os desafios entre guitarras e órgão que criou a identidade da banda.
Nota 8.
Nota 4: Perfect Strangers;
Nota 6: The Book of Taliesyn; D Purple III.
Nota 7: Shades of DP; Stormbringer;
Nota 8: Fireball; Purpendicular;
Nota 9: Who Do We Think We Are;
Nota 10: In Rock; Machine Head; Burn; Come Taste the Band;
Discografia – Só os melhores:
• Fase I
o Shades of Deep Purple, Setembro, 1968 Nota 6
o The Book of Taliesyn, Dezembro, 1968 Nota 6
o Deep Purple , Novembro, 1969 Nota 6
• Fase II - A
o In Rock, Junho, 1970 Nota 10
o Fireball, Setembro, 1971 Nota 8
o Machine Head, Março, 1972 Nota 10
o Who Do We Think We Are, Fevereiro, 1973 Nota 9
• Fase III
o Burn, Fevereiro, 1974 Nota 10
o Stormbringer, Dezembro, 1974 Nota 7
• Fase IV
o Come Taste the Band, Outubro, 1975 Nota 10
Melhores formações do Deep Purple
Fase I "MK I"
(1968-1969) • Rod Evans - vocais
• Ritchie Blackmore - guitarra
• Jon Lord - teclado
• Nick Simper - baixo
• Ian Paice - bateria
Fase II "MK II"
(1969-1973) • Ian Gillan - vocais
• Ritchie Blackmore - guitarra
• Jon Lord - teclado
• Roger Glover - baixo
• Ian Paice - bateria
Fase III "MK III"
(1973-1975) • David Coverdale - vocais
• Ritchie Blackmore - guitarra
• Jon Lord - teclado
• Glenn Hughes - baixo,vocais
• Ian Paice - bateria
Fase IV "MK IV"
(1975-1976) • David Coverdale - vocais
• Tommy Bolin - guitarra
• Jon Lord - teclado
• Glenn Hughes - baixo,vocais
• Ian Paice - bateria
sábado, 16 de abril de 2011
As obras da Música Elaborada que mais me impressionaram e 20 anos depois continuam me impressionando
Ravel:
O Concerto para Piano escrito apenas para a mão esquerda – para um oficial que perdera a mão direita na Grande Guerra - é a obra que mais me impressionou dentre todas as maravilhas musicais de Maurice Ravel. É uma gigantesca obra-prima do século XX. Outra peça orquestral notável é La Valse. Mas, em dimensão e grandiosidade, a coisa mais linda e complexa que Ravel já compôs foi Dafnis e Cloé, síntese de toda uma evolução raveliana. Seu Quarteto para Cordas em F maior também é uma obra emblemática; outra síntese de evolução - no caso aqui - em música de câmara. É um quarteto especial que me marcou muito. Outras obras de Ravel que me impressionaram são para piano: Gaspard de La Nuit e seu Piano Trio. Seu famoso Bolero é uma experiência orquestral um tanto quanto peculiar e notável.
Debussy:
Foi na música de câmara minha primeira abordagem impressionista. Ouvi na casa de um amigo a Sonata para Violino e Piano de Debussy e aquilo me pegou pela alma. A linguagem peculiar, habitando um mundo paralelo diferente do nosso, típica do Impressionismo, me deixou uma marca indelével. Há outras obras também impressionantes para piano solo, dos quais destaco Clair de Lune, Arabesque n.1 e La Plus que Lente. Na verdade, o universo pianístico de Debussy é delicioso, tanto quanto seu universo orquestral, coisa rara num compositor. Aliás, este mestre foi o único francês a desbancar a hegemonia alemã na música e superou Berlioz, o mestre maior da França até então; dessa forma, Debussy tornou-se, no difícil século XX, o maior compositor da França de todos os tempos. Marcou-me o balé Jeux e sua criação orquestral La Mer, talvez, sua obra mais madura; uma espetacular sinfonia velada, onde todos os truques e magias debussystas são apresentados de forma generosa e integral. O ambiente marinho nos é apresentado sinfonicamente por um amante do mar. Não me esqueço da perplexidade ao ouvir Syrinx, para flauta solo, pela primeira vez. Entretanto, é uma obra orquestral – e não de câmara - que me convenceu de sua genialidade fora do normal: Prelúdio para a Tarde de um Fauno, o marco inicial e um dos ápices de sua literatura. Claro que Debussy escreveu outras obras interessantes, mas, destaco nesta lista apenas as que mais me marcaram.
Stravinsky:
Este mestre russo que passou pela fase impressionista, classicista e serialista revela muitas facetas com individualidade. Gosto de todas as suas fases, mas, o que fez me apaixonar pela música de Stravinsky foi a Cantata Les Noces. Outra obra que me impressionou a ponto de cair o queixo foi Trehni, também para coro e solistas; ambas as obras construídas sob influência da Segunda Escola de Viena. Seus célebres Balés e Sinfonias são o que Stravinsky tem de mais sério e genial. Além disso, o mestre russo escreveu muita música descontraída, de grande inventividade timbrística, de uma beleza sincera e pura, como A História do Soldado, por exemplo, uma de suas obras que eu elejo dentre as favoritas.
Chopin:
Nada me contenta mais na música romântica destinada ao piano do que as quatro Baladas de Chopin. Do universo poético deste grande artista vale destacar os Prelúdios, os Estudos, os Noturnos, as Valsas, as Polonaises, sobretudo a gigantesca Polonaise-Fantasia op. 61. Mas, nada se compara com os 4 Scherzos e as 4 Baladas.
Mozart:
Este é o maior compositor do período clássico. Pior para Haydn, que foi um gênio, mas, ofuscado, de certa forma, pelo muito mais brilhante Mozart. E Beethoven, para se destacar, precisou superar o universo classicista para não ser esmagado pelo reinado de Mozart. Mas, por que Mozart é tão respeitado assim? Por causa da variedade de gêneros que abordou de forma genial. É o único, junto com Beethoven, que construiu obras notáveis em mais de cinco gêneros. Os outros se destacam em um ou dois gêneros. No máximo, três. Todas as obras mozartianas, em qualquer gênero, são belíssimas. Algumas ligeiras, outras mais elaboradas e algumas até mesmo sérias. As mais elaboradas me chamam mais atenção. Eu sempre coloquei a Grande Missa em C menor como a mais deliciosa obra de Mozart. Desde 2002 tenho pensado diferente; tenho percebido que a genialidade de Mozart está mais impressa em seus seis Quintetos para Cordas que vai do K174 ao K614. Outra obra no gênero quinteto que me assombrou foi o extraordinário Quinteto para Clarineta e Cordas K581. O Divertimento K563 também é uma obra assombrosa (o verbo é esse mesmo...Mozart me assombra! Sua música é divina); o divertimento é outro gênero que ele domina. Além dessas obras de câmara, o que mais me impressionou na música de Mozart foram os Concertos para piano n.20, n.21 “Elvira Madigan” e o de n.24, para mim, o mais assombroso; também as Sinfonias de n.29, n.35 “Haffner”, n.39, n.40 e n.41 “Jupiter”; a Missa da Coroação; a Sinfonia Concertante em Eb maior; e as Óperas Don Giovanni e A Flauta Mágica.
Beethoven:
Muita coisa me impressionou. A começar pelo Concerto Tríplice, que nem música é; parece uma suntuosa ponte ou um imponente arranha-céu. Outra obra gigantesca deste grande compositor é a Sonata para Violino e Piano “Kreutzer”; me diga o que é aquilo? Um gênero que poderia ser visto como menor, pequeno e leve, Beethoven o eleva às alturas da Arte Maior. O que Haydn fez com o gênero Sinfonia, elevando-o às alturas da arte filosófica, Beethoven o fez com as sonatas a due. As Sonatas para Cello e Piano também retratam poder e glória. Todas elas! E, como se não bastasse, de uma forma sem precedentes, o fez com a Sonata para Piano solo; a coleção de Beethoven neste gênero é um corpus artístico dos mais gloriosos da Humanidade. Em primeiro lugar, a Sonata para Piano “Hammerklavier”, mas, há outras sonatas que marcam a vida de qualquer um: as sonatas “Waldstein”, “Tempestade” e “Appassionata”. Como se não bastasse, ainda há as três últimas Sonatas, das quais, a op.111 é a coroa. Obras de uma genialidade sem precedentes. As aberturas orquestrais “Egmont” e Leonore n.3” são inesquecíveis. Os dois Trios op.70 e o Trio op.97 “Arquiduque” também são obras que me impressionaram muito. Não podemos nos esquecer dos Concertos para Piano de n.3 (o meu predileto) e de n.5 (o mais suntuoso). Quero destacar a beleza única de obras como os Quartetos “Razumovsky” e a Sonata para Piano e Violino Op.24 “Primavera”. Veja quantos gêneros Beethoven domina! Outro pináculo que assusta pela genialidade é a Missa Solemnis. Não podemos nos esquecer da sua única Ópera Fidélio. Das Sinfonias, destaco a Terceira, a Quinta, a Sexta, a Sétima e a Nona. Todas são únicas, geniais e incomparáveis. Os elogios não cabem aqui. Beethoven escreveu outros Everest´s, verdadeiros e eternos pináculos da Música Ocidental; são eles: As Variações Diabelli, a Grande Fuga para Quartetos de Cordas, as Bagatelas op.126 e os Quartetos para Cordas da fase final, que muitos consideram sua obra mais hermética e pessoal.
Bach:
Cheguei a uma conclusão em relação a Bach: o que me impressiona mesmo nele são seus concertos e sonatas a due. Claro que sua música coral é gloriosa, são obras sacras perfeitas, escritas de forma celestial. Mas, é na música instrumental que Bach conseguiu sintetizar a escola barroca. Sua música destinada para instrumento solo é de grande interesse para músicos e especialistas...é música um tanto científica e de grande inteligência, mas, nada me impressiona mais que os concertos e sonatas a due. Bach se tornou tão grande, que se alguém se interessar em estudar o período barroco na música, Bach se basta...não é preciso pesquisar mais nada. Ele resume tudo! Impressionei-me com a descontração de todas as suas Sonatas para Violino e Cravo, com o Concerto para dois Violinos em D menor, com todos os seus Concertos para Teclado e, sobretudo, com os Concertos de Brandenburgo. Aquilo não é música; aquilo é uma fábrica de tecido intelectual, rico em tramas e trançados. É um sério bordado musical sem precedentes na música barroca. Genial!
Haendel:
Haendel é muito menor que Bach. Mas, depois de Bach, talvez seja o maior compositor barroco. A verdade é que a obra coral de Haendel é mais acessível e divertida do que a de Bach. Quem não se impressionou com Acis and Galatea, de Haendel? E o Oratório O Messias, então, nem se fala. E o Concerto Grosso n.12, op.6? Essas três obras, apesar de seus oratórios e óperas esplêndidas, foram o que mais me marcaram em Haendel nesses 20 anos de música erudita.
Monteverdi:
Não são tanto suas óperas, nem a obra sacra, mas, o que mais me impressiona em Monteverdi são seus livros de Madrigais.
Vivaldi:
A afirmação de que o padre rosso repetiu o mesmo concerto mil vezes está certa, sim, mas, há que se fazer justiça com este revolucionário italiano. Há concertos de Vivaldi que deixam marcas. São espetaculares. Seja para piccolo, para flauta, bandolim, trompete, oboé ou cello...tudo é marcante e bonito como Veneza. Mas, alguns merecem destaque especial: Os concertos para flauta op.10, por exemplo, são diferenciados. Outro destaque é o Concerto para Piccolo RV443. Dentre os concertos para violino se destaca L’Estro Armonico op.3 e as célebres, mas, nunca enjoativas As Quatro Estações RV269. Fora os concertos, sua música sacra é também deliciosa, donde destaco seu Stabat Mater, o Glória, o Magnificat em G menor RV610, os Motetos, o maravilhoso Dixit Dominus e sua obra-prima sacra não litúrgica Juditha Triumphans.
Brahms:
Há obras de Brahms que eu idolatro e outras que eu não sinto mais vontade de ouvir. Quanto às obras que idolatro para todo o sempre estão todos os seus concertos: os dois Concertos para Piano, o Concerto Duplo e o Concerto para Violino. Neste gênero, Brahms se revela todo suntuoso, poderoso e glorioso. Qualquer que seja sua crença ou gosto, escute esses concertos; é o que há de mais suntuoso e intelectual na vida. Eu simplesmente ignoro as suas sinfonias, mas, estes concertos são o que ele tem de melhor. Além dos concertos, idolatro sua Rapsódia para Contralto, o Requiem Alemão, o Trio com Trompa op.40 e o excelente Quinteto op.111, a minha predileta em música de câmara. O resto é um trecho bom aqui, outro trecho chato ali...na verdade, Brahms não conseguiu transcender o classicismo de Mozart ou Beethoven, como Bach fez com a música barroca e Wagner fez com a música romântica, mas, essas obras em destaque são maravilhas do repertório mundial.
Bruckner:
As sinfonias deste compositor austríaco me marcaram muito pela personalidade, peso, densidade e poder. Destaco as Sinfonias n.4, n.7, n.8 e n.9.
Tchaikovsky:
Considero Tchaikovsky um compositor de terceiro escalão. Mas, é impressionante a feitura do Concerto n.1 para piano. Fiquei de queixo caído. Os Balés de Tchaikovsky são um clássico, mas, suas Sinfonias n.4, n.5 e n.6 são mais notórias.
Mendelssohn:
É outro compositor de terceiro escalão, mas, o célebre Concerto para Violino e a Abertura Hébridas merecem uma exceção. São magníficas.
Béla Bartók:
A música de Bartók é bonita e difícil. Seus quartetos são célebres, mas, não vejo dentre suas melhores obras (ainda!). Quatro obras do mestre Bartók me tiraram do sério – obras de primeira linha: seus Concertos n.2 e n.3 para piano, sua Sonata para dois Pianos e Percussão e, a mais maravilhosa delas, a Música para Cordas, Percussão e Celesta.
Mussorgsky:
Eu nunca me impressionei pelos Quadros de uma Exposição quanto pelas suas Canções e Danças da Morte ou pela Ópera Boris Godunov. A obra lírica do mestre russo me impressionou mais do que sua música instrumental.
Dvorak:
Não sou adepto da música dos tchecos ou nascidos na antiga Boêmia, muito menos da música de Dvorak, mas, seu Stabat Mater é o mais belo que já ouvi e me impressiona a cada audição.
Henze:
O Requiem de Henze, artista genial nascido depois da Primeira Grande Guerra, é uma das obras mais belas e marcantes do mundo contemporâneo.
Obras vocais extraordinárias:
As óperas de Wagner, Bizet e Richard Strauss me marcaram. A Walquíria, Tristão & Isolda, Parsifal, Pescadores de Pérolas, Carmen, Salomé e Elektra. A música de Bizet é mais deliciosa que todas as outras, a de Strauss é mais deliciosa que a de Wagner, este é mais genial.
A Deutsche Sinfonie e o Ciclo de Canções Hollywood Songbook, do compositor Eisler, são obras que me solicitam inúmeras audições prazerosas. É música do mais alto nível do século XX. Marcaram-me também as canções e obras vocais de Chausson, Schoenberg, Britten, Webern e Finzi.
O Concerto para Piano escrito apenas para a mão esquerda – para um oficial que perdera a mão direita na Grande Guerra - é a obra que mais me impressionou dentre todas as maravilhas musicais de Maurice Ravel. É uma gigantesca obra-prima do século XX. Outra peça orquestral notável é La Valse. Mas, em dimensão e grandiosidade, a coisa mais linda e complexa que Ravel já compôs foi Dafnis e Cloé, síntese de toda uma evolução raveliana. Seu Quarteto para Cordas em F maior também é uma obra emblemática; outra síntese de evolução - no caso aqui - em música de câmara. É um quarteto especial que me marcou muito. Outras obras de Ravel que me impressionaram são para piano: Gaspard de La Nuit e seu Piano Trio. Seu famoso Bolero é uma experiência orquestral um tanto quanto peculiar e notável.
Debussy:
Foi na música de câmara minha primeira abordagem impressionista. Ouvi na casa de um amigo a Sonata para Violino e Piano de Debussy e aquilo me pegou pela alma. A linguagem peculiar, habitando um mundo paralelo diferente do nosso, típica do Impressionismo, me deixou uma marca indelével. Há outras obras também impressionantes para piano solo, dos quais destaco Clair de Lune, Arabesque n.1 e La Plus que Lente. Na verdade, o universo pianístico de Debussy é delicioso, tanto quanto seu universo orquestral, coisa rara num compositor. Aliás, este mestre foi o único francês a desbancar a hegemonia alemã na música e superou Berlioz, o mestre maior da França até então; dessa forma, Debussy tornou-se, no difícil século XX, o maior compositor da França de todos os tempos. Marcou-me o balé Jeux e sua criação orquestral La Mer, talvez, sua obra mais madura; uma espetacular sinfonia velada, onde todos os truques e magias debussystas são apresentados de forma generosa e integral. O ambiente marinho nos é apresentado sinfonicamente por um amante do mar. Não me esqueço da perplexidade ao ouvir Syrinx, para flauta solo, pela primeira vez. Entretanto, é uma obra orquestral – e não de câmara - que me convenceu de sua genialidade fora do normal: Prelúdio para a Tarde de um Fauno, o marco inicial e um dos ápices de sua literatura. Claro que Debussy escreveu outras obras interessantes, mas, destaco nesta lista apenas as que mais me marcaram.
Stravinsky:
Este mestre russo que passou pela fase impressionista, classicista e serialista revela muitas facetas com individualidade. Gosto de todas as suas fases, mas, o que fez me apaixonar pela música de Stravinsky foi a Cantata Les Noces. Outra obra que me impressionou a ponto de cair o queixo foi Trehni, também para coro e solistas; ambas as obras construídas sob influência da Segunda Escola de Viena. Seus célebres Balés e Sinfonias são o que Stravinsky tem de mais sério e genial. Além disso, o mestre russo escreveu muita música descontraída, de grande inventividade timbrística, de uma beleza sincera e pura, como A História do Soldado, por exemplo, uma de suas obras que eu elejo dentre as favoritas.
Chopin:
Nada me contenta mais na música romântica destinada ao piano do que as quatro Baladas de Chopin. Do universo poético deste grande artista vale destacar os Prelúdios, os Estudos, os Noturnos, as Valsas, as Polonaises, sobretudo a gigantesca Polonaise-Fantasia op. 61. Mas, nada se compara com os 4 Scherzos e as 4 Baladas.
Mozart:
Este é o maior compositor do período clássico. Pior para Haydn, que foi um gênio, mas, ofuscado, de certa forma, pelo muito mais brilhante Mozart. E Beethoven, para se destacar, precisou superar o universo classicista para não ser esmagado pelo reinado de Mozart. Mas, por que Mozart é tão respeitado assim? Por causa da variedade de gêneros que abordou de forma genial. É o único, junto com Beethoven, que construiu obras notáveis em mais de cinco gêneros. Os outros se destacam em um ou dois gêneros. No máximo, três. Todas as obras mozartianas, em qualquer gênero, são belíssimas. Algumas ligeiras, outras mais elaboradas e algumas até mesmo sérias. As mais elaboradas me chamam mais atenção. Eu sempre coloquei a Grande Missa em C menor como a mais deliciosa obra de Mozart. Desde 2002 tenho pensado diferente; tenho percebido que a genialidade de Mozart está mais impressa em seus seis Quintetos para Cordas que vai do K174 ao K614. Outra obra no gênero quinteto que me assombrou foi o extraordinário Quinteto para Clarineta e Cordas K581. O Divertimento K563 também é uma obra assombrosa (o verbo é esse mesmo...Mozart me assombra! Sua música é divina); o divertimento é outro gênero que ele domina. Além dessas obras de câmara, o que mais me impressionou na música de Mozart foram os Concertos para piano n.20, n.21 “Elvira Madigan” e o de n.24, para mim, o mais assombroso; também as Sinfonias de n.29, n.35 “Haffner”, n.39, n.40 e n.41 “Jupiter”; a Missa da Coroação; a Sinfonia Concertante em Eb maior; e as Óperas Don Giovanni e A Flauta Mágica.
Beethoven:
Muita coisa me impressionou. A começar pelo Concerto Tríplice, que nem música é; parece uma suntuosa ponte ou um imponente arranha-céu. Outra obra gigantesca deste grande compositor é a Sonata para Violino e Piano “Kreutzer”; me diga o que é aquilo? Um gênero que poderia ser visto como menor, pequeno e leve, Beethoven o eleva às alturas da Arte Maior. O que Haydn fez com o gênero Sinfonia, elevando-o às alturas da arte filosófica, Beethoven o fez com as sonatas a due. As Sonatas para Cello e Piano também retratam poder e glória. Todas elas! E, como se não bastasse, de uma forma sem precedentes, o fez com a Sonata para Piano solo; a coleção de Beethoven neste gênero é um corpus artístico dos mais gloriosos da Humanidade. Em primeiro lugar, a Sonata para Piano “Hammerklavier”, mas, há outras sonatas que marcam a vida de qualquer um: as sonatas “Waldstein”, “Tempestade” e “Appassionata”. Como se não bastasse, ainda há as três últimas Sonatas, das quais, a op.111 é a coroa. Obras de uma genialidade sem precedentes. As aberturas orquestrais “Egmont” e Leonore n.3” são inesquecíveis. Os dois Trios op.70 e o Trio op.97 “Arquiduque” também são obras que me impressionaram muito. Não podemos nos esquecer dos Concertos para Piano de n.3 (o meu predileto) e de n.5 (o mais suntuoso). Quero destacar a beleza única de obras como os Quartetos “Razumovsky” e a Sonata para Piano e Violino Op.24 “Primavera”. Veja quantos gêneros Beethoven domina! Outro pináculo que assusta pela genialidade é a Missa Solemnis. Não podemos nos esquecer da sua única Ópera Fidélio. Das Sinfonias, destaco a Terceira, a Quinta, a Sexta, a Sétima e a Nona. Todas são únicas, geniais e incomparáveis. Os elogios não cabem aqui. Beethoven escreveu outros Everest´s, verdadeiros e eternos pináculos da Música Ocidental; são eles: As Variações Diabelli, a Grande Fuga para Quartetos de Cordas, as Bagatelas op.126 e os Quartetos para Cordas da fase final, que muitos consideram sua obra mais hermética e pessoal.
Bach:
Cheguei a uma conclusão em relação a Bach: o que me impressiona mesmo nele são seus concertos e sonatas a due. Claro que sua música coral é gloriosa, são obras sacras perfeitas, escritas de forma celestial. Mas, é na música instrumental que Bach conseguiu sintetizar a escola barroca. Sua música destinada para instrumento solo é de grande interesse para músicos e especialistas...é música um tanto científica e de grande inteligência, mas, nada me impressiona mais que os concertos e sonatas a due. Bach se tornou tão grande, que se alguém se interessar em estudar o período barroco na música, Bach se basta...não é preciso pesquisar mais nada. Ele resume tudo! Impressionei-me com a descontração de todas as suas Sonatas para Violino e Cravo, com o Concerto para dois Violinos em D menor, com todos os seus Concertos para Teclado e, sobretudo, com os Concertos de Brandenburgo. Aquilo não é música; aquilo é uma fábrica de tecido intelectual, rico em tramas e trançados. É um sério bordado musical sem precedentes na música barroca. Genial!
Haendel:
Haendel é muito menor que Bach. Mas, depois de Bach, talvez seja o maior compositor barroco. A verdade é que a obra coral de Haendel é mais acessível e divertida do que a de Bach. Quem não se impressionou com Acis and Galatea, de Haendel? E o Oratório O Messias, então, nem se fala. E o Concerto Grosso n.12, op.6? Essas três obras, apesar de seus oratórios e óperas esplêndidas, foram o que mais me marcaram em Haendel nesses 20 anos de música erudita.
Monteverdi:
Não são tanto suas óperas, nem a obra sacra, mas, o que mais me impressiona em Monteverdi são seus livros de Madrigais.
Vivaldi:
A afirmação de que o padre rosso repetiu o mesmo concerto mil vezes está certa, sim, mas, há que se fazer justiça com este revolucionário italiano. Há concertos de Vivaldi que deixam marcas. São espetaculares. Seja para piccolo, para flauta, bandolim, trompete, oboé ou cello...tudo é marcante e bonito como Veneza. Mas, alguns merecem destaque especial: Os concertos para flauta op.10, por exemplo, são diferenciados. Outro destaque é o Concerto para Piccolo RV443. Dentre os concertos para violino se destaca L’Estro Armonico op.3 e as célebres, mas, nunca enjoativas As Quatro Estações RV269. Fora os concertos, sua música sacra é também deliciosa, donde destaco seu Stabat Mater, o Glória, o Magnificat em G menor RV610, os Motetos, o maravilhoso Dixit Dominus e sua obra-prima sacra não litúrgica Juditha Triumphans.
Brahms:
Há obras de Brahms que eu idolatro e outras que eu não sinto mais vontade de ouvir. Quanto às obras que idolatro para todo o sempre estão todos os seus concertos: os dois Concertos para Piano, o Concerto Duplo e o Concerto para Violino. Neste gênero, Brahms se revela todo suntuoso, poderoso e glorioso. Qualquer que seja sua crença ou gosto, escute esses concertos; é o que há de mais suntuoso e intelectual na vida. Eu simplesmente ignoro as suas sinfonias, mas, estes concertos são o que ele tem de melhor. Além dos concertos, idolatro sua Rapsódia para Contralto, o Requiem Alemão, o Trio com Trompa op.40 e o excelente Quinteto op.111, a minha predileta em música de câmara. O resto é um trecho bom aqui, outro trecho chato ali...na verdade, Brahms não conseguiu transcender o classicismo de Mozart ou Beethoven, como Bach fez com a música barroca e Wagner fez com a música romântica, mas, essas obras em destaque são maravilhas do repertório mundial.
Bruckner:
As sinfonias deste compositor austríaco me marcaram muito pela personalidade, peso, densidade e poder. Destaco as Sinfonias n.4, n.7, n.8 e n.9.
Tchaikovsky:
Considero Tchaikovsky um compositor de terceiro escalão. Mas, é impressionante a feitura do Concerto n.1 para piano. Fiquei de queixo caído. Os Balés de Tchaikovsky são um clássico, mas, suas Sinfonias n.4, n.5 e n.6 são mais notórias.
Mendelssohn:
É outro compositor de terceiro escalão, mas, o célebre Concerto para Violino e a Abertura Hébridas merecem uma exceção. São magníficas.
Béla Bartók:
A música de Bartók é bonita e difícil. Seus quartetos são célebres, mas, não vejo dentre suas melhores obras (ainda!). Quatro obras do mestre Bartók me tiraram do sério – obras de primeira linha: seus Concertos n.2 e n.3 para piano, sua Sonata para dois Pianos e Percussão e, a mais maravilhosa delas, a Música para Cordas, Percussão e Celesta.
Mussorgsky:
Eu nunca me impressionei pelos Quadros de uma Exposição quanto pelas suas Canções e Danças da Morte ou pela Ópera Boris Godunov. A obra lírica do mestre russo me impressionou mais do que sua música instrumental.
Dvorak:
Não sou adepto da música dos tchecos ou nascidos na antiga Boêmia, muito menos da música de Dvorak, mas, seu Stabat Mater é o mais belo que já ouvi e me impressiona a cada audição.
Henze:
O Requiem de Henze, artista genial nascido depois da Primeira Grande Guerra, é uma das obras mais belas e marcantes do mundo contemporâneo.
Obras vocais extraordinárias:
As óperas de Wagner, Bizet e Richard Strauss me marcaram. A Walquíria, Tristão & Isolda, Parsifal, Pescadores de Pérolas, Carmen, Salomé e Elektra. A música de Bizet é mais deliciosa que todas as outras, a de Strauss é mais deliciosa que a de Wagner, este é mais genial.
A Deutsche Sinfonie e o Ciclo de Canções Hollywood Songbook, do compositor Eisler, são obras que me solicitam inúmeras audições prazerosas. É música do mais alto nível do século XX. Marcaram-me também as canções e obras vocais de Chausson, Schoenberg, Britten, Webern e Finzi.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Onde estão as grandes obras de escultura e pintura da Humanidade?
Seguindo um critério muito simples de considerar a quantidade de páginas reservadas para cada obra e a cidade onde estão as obras-primas mais valorizadas nos livros de História da Arte, realizei uma pesquisa dentre os 15 livros de arte mais respeitados no mundo e cheguei à seguinte conclusão:
As principais obras de arte estão nas seguintes cidades -
Amsterdam e Nápoles – 5 Madri e Munique – 7 Atenas – 8 Berlim – 10 Veneza e Nova York – 11 Viena – 16 Roma – 21 Florença – 22 Paris – 29 Londres – 70
1. Algumas obras-primas são encontradas nos Países Baixos. Amsterdam tem uma média de 5 obras-primas consideradas nos livros de História da Arte, devido ao valor dos pintores flamengos, como Vermeer, Rembrandt e Mondrian;
2. A Grécia, país importante quando se trata de Arte, possui 8 citações importantes na cidade de Atenas, 3 em Olímpia e 2 em outros lugares, devidos aos seus valiosos museus arqueológicos;
3. O Egito, devido ao Museu Egípcio, é lembrado em 2 obras-primas;
4. Outras cidades menos importantes – como S. Petersburgo, Praga e Istambul - só possuem 2 citações em média em seus países nos livros especializados;
5. A Suíça é citada em 7 obras-primas;
6. Mesma quantidade de obras em Madri: 7. Devido à presença de grandes gênios espanhóis da coleção real no Museu do Prado. E mais 2 obras em outros lugares;
7. Mas, o primeiro país europeu que surge como detentor de grande número de obras-primas da Humanidade é a Alemanha. 10 obras em Berlim, 7 em Munique e 12 no resto do país, totalizando 29 obras citadas, em média, nos livros especializados;
8. Outro país extraordinário é a América. Mesmo estando fora do continente europeu, Nova York detém 11 obras indispensáveis para a História, Boston, 2, Chicago, 2, Philadelfia, 2, Washington DC, 2 e no resto do país, 7 obras relevantes, totalizando 26 obras no total, quase alcançando a Alemanha. É notável que Nova York supera Berlim, Madri e Atenas;
9. A China que se diz um império só detém 4 obras históricas em todo o seu território; todas monumentos tumulares e típicos chineses. Nenhuma pintura importante;
10. A Áustria detém extraordinárias 17 obras, sendo 16 em Viena;
11. A Bélgica detém 9 obras por todo o país e 3 em Bruxelas, totalizando 12 obras;
12. Agora vamos aos países recordistas em obras-primas da Humanidade: França. Somente o Louvre, em Paris, é citado 15 vezes, em média, nos livros, superando todos os museus (juntos) de toda Nova York ou Berlim. O Museu D’Orsay, também em Paris, detém 6 citações, devido à fama do Impressionismo. Os outros museus da cidade são citados em 8 obras, totalizando 29 obras-primas só na capital. Um número impressionante! Nenhuma cidade detém tamanha quantidade de obras-primas, exceto Londres. Estávamos falando apenas da capital, mas, considerando as outras cidades francesas, temos 26 obras-primas, totalizando 55 obras essenciais em território francês;
13. A Itália, centro da Arte Clássica, Barroca e Renascentista, aparece em primeira colocada, como país. A Itália é o país mais artístico do mundo. O problema é que Roma, Florença, Nápoles, Vaticano e Veneza detém quase um terço de toda produção relevante da História. As ricas Igrejas e galerias e os ricos museus e palácios de Roma nos presenteiam com 21 obras-primas. Florença supera a capital federal com 22 obras essenciais, devido à quantidade de grandes gênios italianos em Florença. Incrível que uma cidade pequena como Florença detenha quase a mesma quantidade de obras essenciais de uma grande cidade como Paris. A riqueza artística da Itália é espantosa e é construída pelos artistas nativos. Veneza, pequena e serena, é citada 11 vezes, empatando com a imensa, agitada e poderosa Nova York. E os números não ficam por aí. O Vaticano praticamente é um microcosmo de explosão artística surpreendente dentro de Roma. É o menor lugar com mais quantidade de obras-primas de todo o mundo. O Vaticano detém 7 obras essenciais. É muito para um lugar tão pequeno. Nápoles surpreende com 5 obras, Siena com 3, Milão com 3, Pádua com 3, Ravenna com 2 e em outros lugares existem ainda 11 obras-primas. Totalizando 88 obras em todo o país. Impressionante!!!
14. O Reino Unido praticamente empata com a Itália com 82 obras ao todo, mas, o impressionante é que deste total, 70 obras-primas descansam apenas numa cidade: Londres, maior acervo metropolitano em pintura e escultura do mundo. Para se alcançar o numero de Londres seria preciso somar a quantidade de obras de Roma+Veneza+Florença+Louvre= 69...ainda assim falta uma obra para alcançar a capital britânica. Londres detém 70 obras. Para se entender a importância desta única obra que falta, a cidade de São Paulo não é citada nem por uma obra sequer, nem Moscou, nem Tóquio, nem Rio de Janeiro. Mas, apenas na National Gallery de Londres, estão 23 obras notáveis. Atenção: há mais obras-primas nesta única galeria do que em toda cidade de Florença!
O Museu Britânico também é um destino muito concorrido da capital e detém 11 citações. A Tate Gallery, 10 e a Wallace Collection, 6. E não pára por aí...a Victoria&Albert Museum possui 7 obras-primas essenciais. E outras maravilhas em outras instituições, totalizando 70 obras em toda a cidade. É de tirar o fôlego!!! Em outras cidades britânicas destacam-se 12 obras-primas, o que não é pouco.
Resumo paises:
Suíça e Vaticano – 7 Espanha – 9 Belgica – 12 Grécia – 13 Austria – 17 USA – 26 Alemanha – 29 França – 55 Reino Unido – 82 Itália – 88
Resumo cidades:
Amsterdam e Nápoles – 5 Madri e Munique – 7 Atenas – 8 Berlim – 10 Veneza e Nova York – 11 Viena – 16 Roma – 21 Florença – 22 Paris – 29 Londres – 70
Eis onde estão as obras-primas.
Texto original: Denison Rosario
As principais obras de arte estão nas seguintes cidades -
Amsterdam e Nápoles – 5 Madri e Munique – 7 Atenas – 8 Berlim – 10 Veneza e Nova York – 11 Viena – 16 Roma – 21 Florença – 22 Paris – 29 Londres – 70
1. Algumas obras-primas são encontradas nos Países Baixos. Amsterdam tem uma média de 5 obras-primas consideradas nos livros de História da Arte, devido ao valor dos pintores flamengos, como Vermeer, Rembrandt e Mondrian;
2. A Grécia, país importante quando se trata de Arte, possui 8 citações importantes na cidade de Atenas, 3 em Olímpia e 2 em outros lugares, devidos aos seus valiosos museus arqueológicos;
3. O Egito, devido ao Museu Egípcio, é lembrado em 2 obras-primas;
4. Outras cidades menos importantes – como S. Petersburgo, Praga e Istambul - só possuem 2 citações em média em seus países nos livros especializados;
5. A Suíça é citada em 7 obras-primas;
6. Mesma quantidade de obras em Madri: 7. Devido à presença de grandes gênios espanhóis da coleção real no Museu do Prado. E mais 2 obras em outros lugares;
7. Mas, o primeiro país europeu que surge como detentor de grande número de obras-primas da Humanidade é a Alemanha. 10 obras em Berlim, 7 em Munique e 12 no resto do país, totalizando 29 obras citadas, em média, nos livros especializados;
8. Outro país extraordinário é a América. Mesmo estando fora do continente europeu, Nova York detém 11 obras indispensáveis para a História, Boston, 2, Chicago, 2, Philadelfia, 2, Washington DC, 2 e no resto do país, 7 obras relevantes, totalizando 26 obras no total, quase alcançando a Alemanha. É notável que Nova York supera Berlim, Madri e Atenas;
9. A China que se diz um império só detém 4 obras históricas em todo o seu território; todas monumentos tumulares e típicos chineses. Nenhuma pintura importante;
10. A Áustria detém extraordinárias 17 obras, sendo 16 em Viena;
11. A Bélgica detém 9 obras por todo o país e 3 em Bruxelas, totalizando 12 obras;
12. Agora vamos aos países recordistas em obras-primas da Humanidade: França. Somente o Louvre, em Paris, é citado 15 vezes, em média, nos livros, superando todos os museus (juntos) de toda Nova York ou Berlim. O Museu D’Orsay, também em Paris, detém 6 citações, devido à fama do Impressionismo. Os outros museus da cidade são citados em 8 obras, totalizando 29 obras-primas só na capital. Um número impressionante! Nenhuma cidade detém tamanha quantidade de obras-primas, exceto Londres. Estávamos falando apenas da capital, mas, considerando as outras cidades francesas, temos 26 obras-primas, totalizando 55 obras essenciais em território francês;
13. A Itália, centro da Arte Clássica, Barroca e Renascentista, aparece em primeira colocada, como país. A Itália é o país mais artístico do mundo. O problema é que Roma, Florença, Nápoles, Vaticano e Veneza detém quase um terço de toda produção relevante da História. As ricas Igrejas e galerias e os ricos museus e palácios de Roma nos presenteiam com 21 obras-primas. Florença supera a capital federal com 22 obras essenciais, devido à quantidade de grandes gênios italianos em Florença. Incrível que uma cidade pequena como Florença detenha quase a mesma quantidade de obras essenciais de uma grande cidade como Paris. A riqueza artística da Itália é espantosa e é construída pelos artistas nativos. Veneza, pequena e serena, é citada 11 vezes, empatando com a imensa, agitada e poderosa Nova York. E os números não ficam por aí. O Vaticano praticamente é um microcosmo de explosão artística surpreendente dentro de Roma. É o menor lugar com mais quantidade de obras-primas de todo o mundo. O Vaticano detém 7 obras essenciais. É muito para um lugar tão pequeno. Nápoles surpreende com 5 obras, Siena com 3, Milão com 3, Pádua com 3, Ravenna com 2 e em outros lugares existem ainda 11 obras-primas. Totalizando 88 obras em todo o país. Impressionante!!!
14. O Reino Unido praticamente empata com a Itália com 82 obras ao todo, mas, o impressionante é que deste total, 70 obras-primas descansam apenas numa cidade: Londres, maior acervo metropolitano em pintura e escultura do mundo. Para se alcançar o numero de Londres seria preciso somar a quantidade de obras de Roma+Veneza+Florença+Louvre= 69...ainda assim falta uma obra para alcançar a capital britânica. Londres detém 70 obras. Para se entender a importância desta única obra que falta, a cidade de São Paulo não é citada nem por uma obra sequer, nem Moscou, nem Tóquio, nem Rio de Janeiro. Mas, apenas na National Gallery de Londres, estão 23 obras notáveis. Atenção: há mais obras-primas nesta única galeria do que em toda cidade de Florença!
O Museu Britânico também é um destino muito concorrido da capital e detém 11 citações. A Tate Gallery, 10 e a Wallace Collection, 6. E não pára por aí...a Victoria&Albert Museum possui 7 obras-primas essenciais. E outras maravilhas em outras instituições, totalizando 70 obras em toda a cidade. É de tirar o fôlego!!! Em outras cidades britânicas destacam-se 12 obras-primas, o que não é pouco.
Resumo paises:
Suíça e Vaticano – 7 Espanha – 9 Belgica – 12 Grécia – 13 Austria – 17 USA – 26 Alemanha – 29 França – 55 Reino Unido – 82 Itália – 88
Resumo cidades:
Amsterdam e Nápoles – 5 Madri e Munique – 7 Atenas – 8 Berlim – 10 Veneza e Nova York – 11 Viena – 16 Roma – 21 Florença – 22 Paris – 29 Londres – 70
Eis onde estão as obras-primas.
Texto original: Denison Rosario
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