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Denison Souza, arte-educador, escritor free lancer;

meu trabalho já foi publicado no Jornal do Recôncavo e Correio da Bahia

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Beethoven 247 anos de nascido - por Denison Souza



Domingo, 17 de dezembro, se comemora o aniversario de Beethoven; faria 247 anos. Vou dar dicas de audição diferentes do convencional.
Quando falamos nas obras de Beethoven, sempre consideramos as mais comentadas, verdadeiras obras primas gigantescas. Mas esquecemos as menos espetaculares, mas que são dignas de nota. E são obras primas absolutas.

Por exemplo, muito se fala das últimas sonatas para piano, mas a Sonata Appassionata, muito anterior, é uma obra gigantesca, um espetáculo de sonata, uma obra de gênio. Depois da Hammerklavier, é a que mais me chama a atenção.

Quantos aos concertos, somente o famoso concerto para violino e os dois ultimos para piano tem fama. Eu considero o Concerto Tríplice para violino, cello e piano uma obra magistral. Uma jóia rara. Tornei-me devoto de Beethoven através deste concerto. Gostaria de focar este concerto aqui!

Fala-se muito nas Variações Diabelli e deixamos de lado maravilhas que são as Variações Eroica, op. 35, além das Variações op. 34 e Variações WoO 80.
Outro exemplo maravilhoso: Beethoven escreveu 10 piano trios com número de Opus, mas, somente o Piano Trio Arquiduque é famoso. É, de fato, sua obra mais complexa no formato. Depois só se executa nas salas de concerto o piano trio Fantasma, mas, esquecem do piano trio mais impressionante que é o Piano Trio Op. 70, n.2 em E# maior.
Quanto às suas sinfonias, a Sétima e, principalmente, a Nona e a Quinta parecem focar os holofotes para si, mas, aprecio muito a Terceira e a Oitava Sinfonias. Considero a Terceira Sinfonia a minha predileta, se não fosse a Nona.
Das Bagatelas para piano só gosto mesmo de sua obra maior: a Op. 126.
Mas Beethoven, famoso por suas Variações, Bagatelas e Sonatas para piano, compôs música muito boa, típica de Chopin,  para o seu instrumento preferido, mas, antes do músico polonês. Sugiro a audição dessas maravilhas:

Opus 39: Dois Prelúdios
Opus 51: Dois Rondós
WoO 55: Prelúdio em F menor
Opus 77: Fantasia em G menor
Opus 89: Polonaise
Opus 129: Rondo a capriccio in G

Quanto a sua música de câmara para instrumento de sopro, de tanta porcaria que compôs, só resta o Opus 16, um Quinteto para piano e sopro em E# maior de 1796. Uma obra espetacular, que sempre estou revisitando. E sua belíssima sonata, uma verdadeira jóia, a Sonata para Trompa e Piano, muito inusitada!
De suas outras sonatas, as para cello vale a pena ouvir tudo. As para violino, a Primavera e a Kreutzer são muito populares, sempre vem juntas nos registros. Escute as Op. 30! Saia do convencional!

Outra audição que faço muito de música de câmara é o Piano Quarteto WoO 36. Música pouco conhecida e maravilhosa!
Quer ouvir música cantada de Beethoven? Dicas: Canções Gellert Op. 48 e  O Funeral cantata à morte do Imperador Joseph II, WoO 87.
Tem hora que os últimos Quartetos para cordas e a Grande Fuga, experimentais demais, enchem o saco! Daí vale a pena revisitar os antigos Op. 18 e os três Razumovsky, sempre dinâmicos e maravilhosos...mais dentro da normalidade, apesar de revolucionários!

Seus quintetos para cordas não chegam nem perto dos compostos por Mozart, Schubert ou Brahms, então é melhor esquecer! Prefiro os Trios para cordas, todos bons! Ouça o Op. 3, o Op. 8 e o n.3 do Opus 9. Espetáculos fora de série!
Sua música para o palco, excluindo sua ópera, é música muito chata, como acontece com Schubert; os dois são os piores escritores de balé da História! Música incidental para teatro e balé não são o melhor de Beethoven, portanto, melhor deixar na gaveta.
 


 
 
 
 

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