CINEMA, MÚSICA, PINTURA

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Denison Souza, arte-educador, escritor free lancer;

meu trabalho já foi publicado no Jornal do Recôncavo e Correio da Bahia

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

UMA DESCOBERTA: NUBIA LAFAYETTE


Não há limite de idade para se descobrir a bela arte, honesta, sincera, pura, não há limite para se descobrir um clássico.
Numa ensolarada tarde de quarta feira, encontrei-me com meu pai para almoçarmos juntos e percebi uma canção interessante em seu carro...perguntei de quem era a canção e quem estava cantando...ele respondeu que a canção foi gravada pela primeira vez por Dalva de Oliveira e a cantora naquela versão era Núbia Lafayette...era mais um dos belos Cds comprados por Netinha, sua esposa, que sempre buscou a beleza no passado, nos clássicos de outra era, que não a nossa - arranhada pela ausência da melodia, da harmonia...nessa busca pelo passado, onde disponta o inusitado...aquele timbre antigo, mas universal, portanto ouvível em qualquer tempo, um som pitoresco, uma voz sem idade, um clássico, senhores, um clássico. Não devemos negar nunca a arte honesta, de qualidade, mesmo que não seja de nossa geração...e aquela cantora - que eu nunca havia ouvido falar - era dona de uma voz honesta, generosa e fácil de conquistar.

Quanto a Dalva de Oliveira, eu já conhecia de ouvi-la nos anos 80, entre minhas pesquisas musicais...ela fez muito sucesso nos anos 30, 40 e 50; inclusive, em 2002, de passagem por Recife, assisti ao espetáculo teatral "Estrela Dalva", cujo sucesso rendeu ao elenco de 16 atores viagens por diversas capitais brasileiras e cidades do interior de Minas Gerais por dois anos e, mais recentemente, a vida de Dalva de Oliveira foi retratada com a minissérie Dalva e Herivelto - Uma Canção de Amor, produzida pela Rede Globo. Nesta minissérie, a vida da cantora foi ficcionalizada. Seus maridos Tito Clement e Manuel Nuno Carpinteiro, por exemplo, não existiram.

Mas, voltando a falar da cantora Núbia Lafayette, apresentada por meu pai, ela morreu recentemente, em 2007, de hemorragia cerebral. Nascida no Rio Grande do Norte, Núbia desembarcou cedo no Rio de Janeiro e começou sua carreira no fim dos anos 50, nessa época, cantando em programas de calouros, interpretando músicas da época. Foi crooner da boate Cave e estreou imitando Dalva de Oliveira, o seu grande ídolo. Ela teve o apoio de Nelson Gonçalves, que a apresentou à gravadora RCA Victor. Inclusive, ela era chamada de a Nelson Gonçalves de saias. Ainda em 1960, Núbia gravou o 1º disco com a música Devolvi. Assim que saiu, a música despontou nas rádios de todo País. O trabalho a projetou como uma cantora romântica e popular. Muitos cantores se dizem influenciados por ela: Alcione, Fafá de Belém, Elymar Santos e Tânia Alves são alguns dos fãs famosos de Núbia Lafayette.

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